
Jovem registra selfie em momento de descontração antes do trágico crime em Pontal (SP) (Foto: Instagram)
A filha de Cleomar Gomes, acusado de matar a amiga dela, Geniane Pereira, em Pontal (SP), prestou depoimento à Polícia Civil e descreveu o comportamento controlador do pai que resultou no crime. No relato, ela afirmou que Cleomar insistia no assédio à jovem de 20 anos e acreditava ter posse sobre ela, pois Geniane estava acolhida em sua residência. O caso chocou a região desde a noite de sexta-feira (24), quando a vítima foi brutalmente atacada enquanto se dirigia ao trabalho.
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O delegado Claudio Messias, responsável pelo inquérito, explicou que a testemunha-chave, filha do suspeito, detalhou como o pai tentava interferir tanto na vida dela quanto na de Geniane. Conforme apurado, Cleomar não buscava de fato um relacionamento amoroso, mas entendia que a presença da jovem na casa lhe conferia o direito de impor seus desejos e atitudes. A investigação segue para comprovar as motivações e a dinâmica do feminicídio.
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No depoimento, a filha relatou que a amiga confidenciou ter sido vítima de tentativas de apalpamento por parte de Cleomar. Em uma ocasião, ele tocou nos seios da jovem sob o pretexto de uma “brincadeira”, numa investida clara de desrespeito aos limites pessoais. Ela também mencionou episódios anteriores em que o pai demonstrou ciúme excessivo e manteve-se invasivo, reforçando seu perfil manipulador e obsessivo.
Segundo os autos, testemunhas descreveram Geniane Pereira como uma pessoa educada e gentil, características equivocadamente interpretadas pelo suspeito como reciprocidade afetiva. Ele teria se aproximado repetidas vezes, todas rechaçadas, até o dia 24 de fevereiro, quando desferiu pelo menos nove facadas na vítima — principalmente na cabeça e no pescoço — enquanto ela caminhava acompanhada pela filha de Cleomar em direção ao trabalho. A jovem chegou a ser socorrida e levada à Santa Casa de Pontal, mas não resistiu aos ferimentos.
Após o crime, Cleomar fugiu de bicicleta e permaneceu foragido por quatro dias até ser localizado na última quarta-feira (29) na Praça XV de Novembro, no centro de Ribeirão Preto. Vestindo roupas escuras e usando óculos escuros, ele tentou despistar a polícia, fingindo estar dormindo. Ao ser abordado, recusou-se a fornecer informações, alegando estado de depressão. Posteriormente, foi conduzido à delegacia, onde sua identidade foi confirmada, e foi autuado em flagrante por feminicídio.
O caso, registrado oficialmente como feminicídio, segue em apuração pela Polícia Civil de Pontal. As autoridades continuam reunindo provas e ouvindo testemunhas para esclarecer todos os detalhes do crime e as circunstâncias que levaram à morte de Geniane Pereira. A família da vítima acompanha de perto o desenrolar das investigações, à espera de justiça pela perda trágica.








