
Suspeita de assassinar ex-miss na Cidade do México é presa na Venezuela (Foto: Instagram)
A detenção de Erika María Herrera marcou um novo capítulo no crime que vitimou a ex-miss Carolina Flores Gómez, morta com 12 disparos dentro de sua residência na Cidade do México. Principal suspeita do feminicídio, a sogra de 63 anos havia deixado o país logo após o assassinato, mas foi encontrada e presa em uma ação conjunta de autoridades mexicanas e internacionais.
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A operação que culminou na prisão de Erika ocorreu na Venezuela, com suporte de organismos de segurança de ambos os países. Segundo nota oficial da Procuradoria-Geral da Cidade do México, a ação realizou-se em 29 de abril, depois de investigações que apontaram seu provável envolvimento. “Em coordenação com as autoridades da República Bolivariana da Venezuela, Erika María Herrera foi detida como principal suspeita do delito registrado em 15 de abril”, informou o órgão.
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O crime aconteceu na noite de 15 de abril, em um apartamento de alto padrão no bairro Miguel Hidalgo. Câmeras de segurança internas registraram o momento em que Carolina, de 27 anos, caminhava pela sala vestindo um roupão claro, seguida pela sogra. Poucos segundos depois, ouviram-se vários disparos. A perícia constatou que a jovem foi atingida por seis tiros na cabeça e seis no tórax durante o desentendimento.
Além da motivação aparente — conflitos antigos e ciúmes entre sogra e nora —, as autoridades reavaliam a conduta do marido de Carolina, Alejandro Gómez, presente no local. Familiares da vítima questionam por que ele demorou quase um dia para comunicar o crime às autoridades e relatam que tentou alimentar o bebê do casal usando o corpo da mãe, comportamento que, segundo eles, pode ter facilitado a fuga de Erika.
Investigadores destacam que o relacionamento entre as duas mulheres já era marcado por tensão, intensificada com a gravidez de Carolina. Amigos próximos relataram episódios de perseguição e discussão frequente nos meses anteriores ao assassinato. O caso segue sob apuração da Procuradoria da Cidade do México, que recolheu no apartamento o revólver supostamente utilizado, cápsulas e fragmentos de projéteis para embasar o processo.
