Prima de mulher assassinada em Guarulhos descreve o crime e clama por justiça

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Sara posa ao lado de uma prima em foto de família, antes do feminicídio ocorrido em Guarulhos. (Foto: Instagram)

A prima de Sara, assassinada em Guarulhos nesta quinta-feira (30) em um caso de feminicídio, detalhou o que aconteceu antes e durante o ataque que tirou a vida da mulher. O crime, cometido dentro da própria casa de Sara, chocou familiares e vizinhos pelo nível de violência e pela presença de crianças no local — inclusive a filha de colo da vítima. A criança estava no colo de Sara no momento dos disparos, o que aumentou o horror da cena. A testemunha, que optou por falar anonimamente ao Bacci Notícias, afirma que o autor dos disparos é o ex-companheiro de Sara, que segue foragido.

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A professora Denise Perella, prima de Sara, revelou que o relacionamento entre a vítima e o ex-companheiro era marcado por ciúmes exacerbados e controle excessivo. “Ela sempre dizia que não ia deixar de ser quem era. Ele não aceitava as amizades dela, o jeito dela”, contou Denise, lembrando das insinuações e acusações injustificadas que Sara sofria frequentemente. Apesar das insistentes advertências de amigos e familiares, Sara decidiu manter distância e tentou recomeçar a vida longe do agressor.

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De acordo com a prima, o suspeito levou a filha do casal sem autorização e retornou apenas no dia seguinte para devolvê-la. Logo depois, teria iniciado uma discussão com Sara, na própria residência. Em seguida, disparou contra a ex-companheira à queima-roupa. A mulher tentou fugir para dentro do imóvel, mas acabou atingida por um segundo tiro nas costas. O impacto foi fatal, e Sara morreu no local antes da chegada do socorro.

No momento do ataque, Jennifer, de 20 anos e filha mais velha de Sara, também foi atingida. Ela foi socorrida às pressas e, segundo a família, passa bem, sem risco de morte. Além de Jennifer, outras crianças estavam na casa, provocando ainda mais revolta entre os parentes. “Poderia ter sido uma tragédia ainda maior”, lamentou a prima, destacando o trauma que o crime provocou nos pequenos que presenciaram a cena.

Sara e o ex-companheiro já estavam separados quando o crime ocorreu, mas o homem não aceitava o fim do relacionamento. Pessoas próximas afirmam que ele insistia em reatar a união e demonstrava comportamento cada vez mais agressivo. Mesmo com alertas de amigos e familiares sobre as atitudes violentas do suspeito, as autoridades não registraram nenhuma medida protetiva antes do feminicídio. Agora, a polícia faz buscas para localizar o agressor e responsabilizá-lo pelo crime.

Os familiares de Sara cobram justiça imediata e esperam que o caso não fique impune. Eles reforçam o pedido para que o autor dos disparos seja encontrado e pague pelo que fez. A polícia inclusive ofereceu recompensa para informações que levem à prisão do suspeito. “Esperamos que ele seja capturado o mais rápido possível e que não seja só mais um número nas estatísticas de violência contra a mulher”, concluiu Denise, emocionada. A investigação segue em andamento, e qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito pode ser comunicada à delegacia local.