Paulo Serra, pré-candidato ao governo de SP, quer reconstruir o PSDB; veja entrevista

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Paulo Serra, pré-candidato do PSDB ao governo de São Paulo (Foto: Instagram)

Paulo Serra, pré-candidato ao governo de SP pelo PSDB, afirma que o partido passa por um processo de reconstrução e propõe uma alternativa de centro para o estado. Ele critica a polarização que domina o cenário nacional e aponta deficiências nos serviços públicos de educação, segurança e mobilidade, defendendo maior eficiência e qualidade em cada área.

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Em entrevista ao repórter Lucas Tadeu, do Bacci Notícias, nesta quinta-feira (30), Serra rebateu interpretações de que o PSDB esteja enfraquecido. Ele atribui o atual momento a erros pontuais, como a decisão de não lançar candidato em 2022, e destaca uma “virada geracional” dentro da legenda, com novas lideranças e fortalecimento da bancada no Congresso, mirando crescimento nas eleições de 2026.

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Ao avaliar a gestão do governador Tarcísio, Paulo Serra reconheceu que muitos projetos em curso são herança de administrações tucanas anteriores. No entanto, ele criticou o desempenho em educação, lembrando que o estado mais rico do Brasil ainda não alcançou o melhor IDEB, e defendeu a valorização dos profissionais e a modernização das escolas. Em segurança pública, frisou a discrepância entre estatísticas e sensação de insegurança, sugerindo maior investimento em inteligência policial e revisão das leis penais. Na mobilidade, apontou falhas de integração entre municípios da Grande São Paulo, prejudicando o deslocamento diário dos trabalhadores.

Sobre privatizações, incluindo a da Sabesp e a concessão da Enel, Serra declarou apoio desde que haja resultados concretos para o usuário. Ele alertou para a fragilidade das agências reguladoras e pediu contratos com metas claras e sanções rigorosas, evitando que a participação da iniciativa privada seja um fim em si mesma.

Na questão da Cracolândia, o pré-candidato defende uma abordagem integrada, que combine ações de segurança, assistência social e planejamento urbano. Segundo ele, embora haja avanços recentes, ainda é preciso enfrentar as raízes do problema, garantindo atendimento a dependentes químicos e políticas de reinserção.

Com cerca de 5% nas pesquisas iniciais, Serra aposta no crescimento à medida que sua campanha se estenda ao interior. Ele busca atrair eleitores que rejeitam o embate entre bolsonarismo e petismo, posicionando-se como alternativa equilibrada. Para compor sua chapa, demonstra preferência por um vice do interior, capaz de ampliar sua base fora da região metropolitana.

Como legado, Paulo Serra quer colocar a educação como prioridade máxima, almejando levar São Paulo ao topo do ranking nacional do IDEB. Ele relaciona essa meta ao aumento de empregos, melhora da qualidade de vida e impacto positivo na segurança pública. “SP não pode ser locomotiva econômica sem liderar na formação dos jovens”, conclui o pré-candidato.