
Últimas imagens de Carolina Flores Gómez pouco antes de ser assassinada (Foto: Instagram)
Familiares de Carolina Flores Gómez, ex-miss mexicana de 27 anos, afirmam que o assassinato dela, ocorrido em 15 de abril na Cidade do México, foi premeditado pela sogra por um motivo sinistro. Eles acreditam que a motivação financeira está por trás do crime e apontam indícios de planejamento. A vítima, que participou do Miss Teen Universe em 2017, teria sido alvo de uma trama para favorecer interesses econômicos.
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De acordo com a família, Carolina recebeu cerca de 2 milhões de dólares — em torno de R$ 9,95 milhões na cotação atual — como indenização após a morte do pai, morto em 2022 nos Estados Unidos. O homem foi sufocado durante uma abordagem no cassino de Las Vegas por três seguranças. Os parentes suspeitam que a sogra arquitetou o crime para que Alejandro, marido da ex-miss, se tornasse o herdeiro desse montante.
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O crime foi brutal: Carolina foi atingida por 12 disparos, seis na região do rosto e da cabeça e outros seis no tórax. Segundo uma amiga, a sogra nunca gostou da vítima, e a relação piorou quando Carolina ficou grávida. “Ah, ela não gosta de mim. Ela nunca gostou de mim. Desde que engravidei, piorou, ela me irrita muito”, relatou a ex-miss em mensagem a essa amiga.
Após os tiros, Alejandro optou por cuidar do filho de ambos, de um ano e oito meses, em vez de acionar imediatamente a polícia. Segundo o repórter Carlos Jiménez, o viúvo alimentou a criança e deu banho antes de buscar orientação com advogados. Esse comportamento atrasou a notificação às autoridades e levantou suspeitas, levando os investigadores a apurar a conduta do marido no pós-crime.
Reyna Gómez Molina, mãe de Carolina, acusa Alejandro de ter mantido o corpo da filha em casa e de atrasar o pedido de socorro para permitir que a própria mãe fugisse do local. As imagens de segurança mostraram a sogra, identificada como Erika Maria Herrera, se aproximando de Carolina com uma arma. Com base nesses registros, a Procuradoria-Geral da Cidade do México deflagrou uma operação para capturar a suspeita.
Erika Maria Herrera, de 63 anos, deixou o México imediatamente após o crime e foi localizada na Venezuela, com apoio de organismos internacionais de segurança. Em nota oficial de 29 de abril, a Procuradoria-Geral da Cidade do México confirmou a prisão preventiva da mulher como provável autora do feminicídio da ex-miss, ressaltando que a investigação conseguiu estabelecer o envolvimento dela por meio de provas colhidas no país.
Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra Carolina, de roupão branco, caminhando em um imóvel de Polanco pouco antes do ataque. A sogra aparece em seguida perseguindo-a, e ouvem-se seis disparos, após os quais Alejandro surge questionando a mãe. A idosa responde: “Ela me deixou com raiva. Você é meu, ela te roubou de mim.” As imagens ilustram os últimos momentos antes da tragédia.








