
MC Ryan SP é alvo da Operação Narcofluxo e presta depoimento à PF (Foto: Instagram)
Na quarta-feira (29), foi revelado o valor da renda mensal de MC Ryan SP, nome artístico de Ryan Santana dos Santos, em meio às apurações de um suposto esquema de lavagem de dinheiro sob investigação da Polícia Federal. De acordo com documentos iniciais, o funkeiro teria informado que seu rendimento mensal ultrapassa a marca tradicional dos artistas do gênero, gerando surpresa tanto no meio policial quanto no cenário musical. Detalhes constam no depoimento prestado à PF, que busca esclarecer as origens e a legalidade dos recursos declarados.
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No depoimento à Polícia Federal, o cantor afirmou ter um faturamento aproximado de R$ 1,5 milhão por mês e negou envolvimento em infrações financeiras. Ele explicou que sua principal fonte de receita são contratos de patrocínio com casas de apostas legalizadas, além de shows em casas de espetáculos, royalties de plataformas de streaming e direitos autorais em serviços digitais. O artista também destacou que administra empresas próprias voltadas ao setor musical, por onde circulam parte dos valores apurados em suas atividades.
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As investigações que originaram o depoimento fazem parte da Operação Narcofluxo, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão. Segundo as apurações, parte dos recursos teria origem em apostas e rifas ilegais realizadas em todo o país, com o envolvimento de operadores financeiros, influenciadores digitais e nomes ligados ao entretenimento musical. A ação ainda está em curso, com análises de documentos e quebras de sigilo bancário em andamento.
MC Ryan SP foi preso pela Polícia Federal em 15 de abril, em cumprimento a mandado expedido no bojo da Narcofluxo. No dia 22 do mesmo mês, a defesa obteve um habeas corpus que chegou a conceder liberdade provisória ao cantor, mas a decisão foi posteriormente revertida pela Justiça Federal. Desde então, o músico cumpre prisão preventiva enquanto as autoridades prosseguem com as diligências e a coleta de depoimentos complementares.
A Operação Narcofluxo também atingiu outros nomes do meio artístico e digital, como o cantor MC Poze do Rodo e influenciadores famosos, entre eles Chrys Dias, Débora Paixão e Raphael Sousa, criador da página Choquei. Os investigados podem responder por crimes como lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas, de acordo com o grau de envolvimento apurado pela Polícia Federal. Novas fases da operação estão previstas para os próximos meses, conforme informou o órgão responsável.
