Menina assassinada pela mãe e pelo padrasto foi enterrada viva

Posted by


Maria Clara em um momento de alegria antes da tragédia. (Foto: Instagram)

O caso da morte de Maria Clara Aguirre Lisboa, de cinco anos, ganhou novos contornos após a divulgação do laudo do Instituto Médico Legal. O documento aponta que a menina, encontrada em uma cova rasa no quintal da casa onde morava, ainda estava viva no momento em que foi enterrada pela mãe, Luiza Aguirre Barbosa da Silva, e pelo padrasto, Rodrigo Ribeiro Machado. A revelação chocou moradores de Itapetininga e reacendeu debates sobre violência doméstica e negligência infantil.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

Conforme o IML, a asfixia mecânica resultante do soterramento foi a causa direta da morte: a presença de terra nas vias respiratórias confirma que Maria Clara respirava enquanto era coberta novamente no mesmo dia. O exame também registrou sinais de traumatismo craniano, indício de agressões anteriores ao sepultamento, reforçando a gravidade das acusações contra o casal.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

A menina foi sepultada em 14 de outubro de 2025, cerca de 20 dias após morrer, em uma cova pouco profunda que fora concretada para ocultar o corpo. No dia em que a cova foi aberta, a polícia prendeu a mãe e o padrasto, que confessaram participação no crime ao prestarem depoimento na delegacia local.

O desaparecimento de Maria Clara foi notificado pela avó paterna ao Conselho Tutelar no início de outubro, após não conseguir falar com a filha desde agosto. A denúncia levou a uma investigação que culminou no registro formal do caso na Polícia Civil em 8 de outubro e, posteriormente, na localização do corpo no quintal do imóvel.

A audiência de instrução está prevista para 19 de maio, quando deverão ser analisadas as provas e decidida a possibilidade de júri popular. Ambos respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, e as investigações apontam histórico de agressões frequentes dentro de casa, evidenciando padrão de violência antes do crime fatal.

Sheila Machado, mãe de Rodrigo, relatou a angústia ao descobrir o crime: ao perguntar pela neta, foi informada de que Maria Clara estaria na casa da avó, sem suspeitar da tragédia. “Minha casa é abençoada. Como eles fizeram isso dentro do meu lar? Não sei se tenho coragem de olhar na cara dele. Ele é um monstro”, declarou a avó paterna, emocionada, reforçando o horror que assolou a família e a comunidade.