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Vereadora atingida por bala perdida morre no Rio após trajetória de inclusão


Luciana Novaes em pronunciamento na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. (Foto: Instagram)

A vereadora Luciana Novaes, de 42 anos, faleceu no Rio de Janeiro após uma trajetória marcada pela superação e pelo compromisso com a inclusão social. Eleita para a Câmara Municipal, ela dedicou seu mandato à defesa de direitos, em especial de pessoas com deficiência e grupos vulneráveis, deixando um legado de coragem e serviço público. O anúncio mobilizou a classe política e a sociedade carioca, que lamentaram a perda de uma das vozes mais atuantes na causa da acessibilidade e igualdade na cidade.

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A Câmara Municipal do Rio divulgou nota de pesar elogiando a parlamentar, destacando sua trajetória de luta e dedicação. No documento, o Legislativo ressaltou como Luciana Novaes converteu a própria dor em propósito, dedicando-se diariamente à escuta ativa dos cidadãos e à elaboração de políticas inclusivas. Conhecida pela sensibilidade social, ela conquistou respeito entre colegas e eleitores, que reconheceram sua perseverança e empatia na defesa dos mais fragilizados.

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Durante seu mandato, Luciana apresentou quase 200 propostas de lei, com destaque para iniciativas que beneficiaram pessoas com deficiência, idosos e populações em situação de vulnerabilidade social. As normas contemplaram acesso a transportes, adaptações urbanas e programas de assistência, reforçando a importância da dignidade e da autonomia individual. Sua atuação consolidou uma base legislativa que segue influenciando projetos e programas em diversos bairros do Rio.

A história pessoal da vereadora começou em 2003, quando, ainda estudante de Enfermagem, ela foi atingida por uma bala perdida no campus universitário do Rio Comprido, na Zona Norte do Rio. O incidente a deixou tetraplégica, obrigando-a a enfrentar desafios diários de mobilidade e acessibilidade em um ambiente urbano pouco preparado para atender a pessoas com deficiência.

Embora tenha enfrentado limitações físicas e o preconceito comum a quem depende de cadeira de rodas, Luciana Novaes transformou a experiência traumática em motivação para atuar por direitos iguais. Ela passou a lutar por infraestrutura inclusiva, recursos para reabilitação e campanhas de conscientização, tornando-se referência na cobrança de políticas públicas que garantissem autonomia e qualidade de vida a milhares de cariocas.

Com seu trabalho, Luciana ganhou o reconhecimento como símbolo de resistência e exemplo de como uma adversidade pode se converter em bem coletivo. A Câmara Municipal lamentou profundamente sua partida, estendendo solidariedade aos familiares e à equipe de gabinete. Para o Legislativo carioca, o legado da vereadora permanece vivo nas leis aprovadas e na memória de todos que acompanharam sua jornada de coragem e serviço público.

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