Polícia diz que ex-namorado de estudante de medicina morta no Paraguai teria fugido

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Investigadores reforçam buscas na fronteira após assassinato de estudante em Ciudad del Este (Foto: Instagram)

Novos desdobramentos do assassinato de Julia Vitória Sobierai Cardoso, estudante de medicina, apontam que o principal suspeito, seu ex-namorado Vitor Rangel Aguiar, pode ter cruzado a fronteira para o Brasil logo após o crime ocorrido na sexta-feira (24), em Ciudad del Este, no Paraguai. O promotor responsável pelas apurações confirma que essa hipótese está em análise pelas autoridades locais, embora ainda não haja comprovação definitiva.

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Enquanto aguarda-se a confirmação da localização de Aguiar, o Ministério Público paraguaio já expediu um mandado de prisão em seu nome. “Consideramos a possibilidade de que ele esteja em território brasileiro, mas não há confirmação oficial até o momento”, declarou o promotor Osvaldo Zaracho, responsável pelo caso. As autoridades mantêm equipes nas regiões de fronteira e analisam outros cenários que possam levar à captura do suspeito.

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Durante as diligências, um aparelho celular apreendido passou por perícia especializada, revelando mensagens atribuídas ao ex-namorado. Parte do conteúdo sugere que ele teria enviado uma espécie de carta à família da vítima, indicando intenção de tirar a própria vida após a morte de Julia Vitória. Essas mensagens, consideradas perturbadoras, ampliaram o leque de investigações e levantam hipóteses sobre o estado emocional de Aguiar no momento do crime.

O corpo de Julia Vitória foi encontrado dentro de um apartamento no bairro Obrero, em Ciudad del Este, com múltiplas perfurações provocadas por arma branca. A colega de moradia, que dividia o imóvel com a jovem, foi quem localizou o cadáver e acionou as autoridades. Após o resgate, a vítima foi transportada para Assunção, onde passou por exame pericial para confirmar oficialmente a causa do óbito.

Segundo o laudo preliminar, Julia Vitória apresentava 67 ferimentos distribuídos pelo corpo, evidenciando extrema violência no ataque. A perícia identificou 60 perfurações possivelmente causadas por uma tesoura de cutícula e sete golpes de faca, sendo dois na região do pescoço considerados letais. Ambos os objetos foram encontrados no local do crime, reforçando a brutalidade do episódio.

Além das armas brancas, foram registrados vestígios importantes no apartamento: pegadas de calçados e pés descalços, marcas em móveis e vidros e manchas de sangue espalhadas pelo ambiente. O juiz Amílcar Marecos autorizou buscas em um edifício no bairro Catedral, onde moram parentes de Aguiar, mas até o momento o suspeito não foi localizado pelas equipes responsáveis pela investigação.