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Justiça determina remoção de posts após Renan Santos chamar Safadão de ‘novo ícone da corrupção’


Justiça do Ceará manda apagar posts de Renan Santos contra Wesley Safadão (Foto: Instagram)

A Justiça do Ceará determinou que Renan Santos apague, em até 24 horas, todas as publicações em que acusa Wesley Safadão de corrupção e de integrar esquema ilícito. A decisão, assinada pelo juiz Gerardo Magelo Facundo Junior, considerou que o pré-candidato à Presidência e fundador do MBL excedeu os limites da liberdade de expressão ao fazer imputações sem provas. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 5 mil, limitada inicialmente a R$ 50 mil.

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O processo teve origem em um vídeo publicado por Renan Santos em março de 2026, no qual ele afirmava que Safadão teria fechado contratos milionários com prefeituras, sobretudo em municípios do Nordeste, e mantinha ligações com organização criminosa. As acusações motivaram a ação judicial, na qual se questiona a veracidade das informações e o impacto delas sobre a honra do artista.

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Ao fundamentar a decisão, o juiz destacou que a liberdade de expressão não autoriza a propagação de imputações falsas de crime. Segundo ele, “a manifestação pública deve respeitar o direito à honra e à imagem, sobretudo quando não há provas robustas que embasem as acusações”. Para o magistrado, a divulgação de afirmações categóricas sem respaldo pode causar dano irreparável à reputação do cantor, cuja carreira depende de sua boa imagem junto ao público.

Além da exclusão do conteúdo original, a decisão obriga Renan Santos a abster-se de novas publicações com o mesmo teor sob pena de aplicação de sanções adicionais. Plataformas como Facebook e Instagram foram notificadas para tornar as postagens indisponíveis. A multa diária de R$ 5 mil se aplica enquanto persistir o descumprimento, até o limite total de R$ 50 mil, conforme estabelecido pela ordem judicial.

Em reação, Renan Santos divulgou novo vídeo afirmando que sofreu censura ao criticar apresentações de Safadão em cidades do interior. Ele garantiu que continuará denunciando o que considera um “esquema de compra de votos e de consciências” por meio de contratos de shows financiados por prefeituras. “Há uma política de pão e circo que precisa ser exposta e debatida”, declarou o pré-candidato.

Até o momento, nem Wesley Safadão nem Renan Santos se manifestaram oficialmente por meio de suas assessorias. O espaço para pronunciamentos permanece aberto, e as partes podem recorrer da decisão ou apresentar defesa dentro dos prazos legais.

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