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Helicóptero citado em investigação do PCC por pouso no Palácio dos Bandeirantes caiu um ano depois


Helicóptero Robinson R44 II (PR-PGC) após pouso em heliponto (Foto: Instagram)

O helicóptero que sofreu um acidente na Barra Funda, em São Paulo, em 2023, e vitimou quatro pessoas é o mesmo modelo mencionado em apurações da Polícia Civil sobre o uso da aeronave por um operador do Primeiro Comando da Capital (PCC). A queda ocorreu quando a aeronave, em rota para o Campo de Marte, teria apresentado falha mecânica e colidido com um coqueiro antes de despencar.
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Trata-se de um Robinson R44 II, prefixo PR-PGC, que em 2022 recebeu autorização para pousar no heliponto do Palácio dos Bandeirantes. Segundo as investigações, o acesso teria sido solicitado por pessoas ligadas ao empresário João Gabriel de Mello Yamawaki, apontado como operador financeiro da facção.
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O acidente, registrado por volta das 14h45, deixou quatro mortos, entre eles Antonio Cano dos Santos Junior, de 42 anos, e Caio Lucio de Benedetto Moreira, de 30, ambos funcionários do Mirage Group Brasil. A aeronave, que tinha capacidade para um piloto e três passageiros, operava com autorização para serviço de táxi aéreo.

O uso anterior do helicóptero no heliponto do governo paulista, durante a gestão de João Doria, ganhou destaque após a descoberta de que ajudou o investigado a acessar o local para assistir a uma partida no estádio do Morumbi. O episódio levanta dúvidas sobre os critérios de autorização para pousos na sede do Executivo estadual.

O caso faz parte da Operação Contaminatio, deflagrada para investigar a infiltração do PCC em estruturas públicas e a formação de um “núcleo político” destinado a favorecer interesses da organização criminosa. As apurações indicam que o bando utilizava empresas de fachada e complexas movimentações financeiras para financiar a atuação junto a administrações municipais e estaduais.

Enquanto o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) analisou falhas técnicas e fatores contribuintes ao acidente de 2023, a Polícia Civil de São Paulo segue investigando o uso da aeronave por integrantes ou associados ao PCC e sua possível ligação com o esquema de infiltração política.

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