
Botijões de gás do programa Gás do Povo prontos para distribuição. (Foto: Instagram)
O governo federal anunciou a liberação de R$ 330 milhões para reforçar o programa Gás do Povo e frear o aumento no preço do gás de cozinha. A iniciativa vai oferecer subsídio à importação de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), afetado pela instabilidade no cenário internacional, e contempla famílias de baixa renda com vales para recarga de botijões. O benefício poderá ser estendido conforme a evolução dos preços.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
O Palácio do Planalto publicou em 28 de abril de 2026 uma Medida Provisória que abre um crédito extraordinário de R$ 330 milhões para o Gás do Povo. O programa distribui botijões de 13 kg a famílias em situação de vulnerabilidade social. A medida tem caráter provisório e seu prazo inicial vai até o fim de maio, podendo ser renovado por mais dois meses.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
A ação busca compensar o aumento dos preços do GLP, cujo valor tem sido pressionado pela guerra envolvendo o Irã. A alta no petróleo bruto e nos custos de transporte internacional reflete-se diretamente no custo do gás de cozinha no mercado interno. Com o subsídio, o governo pretende reduzir o impacto dessa volatilidade sobre as famílias mais pobres.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o subsídio garante que o gás importado seja vendido pelo mesmo preço do produto nacional. Atualmente, cerca de 20% do GLP consumido no país depende de importações para atender à demanda. Sem a medida, o custo final do botijão poderia subir ainda mais, penalizando quem já enfrenta restrições orçamentárias.
O benefício será aplicado aos botijões comprados entre 1º de abril e 31 de maio, com avaliação de prorrogação por até dois meses adicionais. Caso os valores de mercado recuem, o subsídio pode ser suspenso ou ajustado. A proposta prevê reposicionamento trimestral do subsídio, de acordo com as variações aferidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O cálculo do crédito é feito pela ANP em parceria com o Ministério da Fazenda. As regras determinam que famílias com até três integrantes recebam quatro vales anuais, válidos por três meses cada, enquanto domicílios com quatro ou mais membros têm direito a seis vales, válidos por dois meses. Se o preço do botijão na revenda for inferior ao valor de referência, não ocorre acúmulo de crédito. As distribuidoras são ressarcidas pela Caixa Econômica Federal conforme tabela estadual.
O governo atribui a medida ao conflito no Oriente Médio, que tem elevado custos de produção e transporte de combustíveis. A MP integra um pacote de ações para conter a alta dos combustíveis, incluindo redução de impostos federais e negociações para reduzir o ICMS sobre o diesel em parceria com governadores.








