
Gestante foragida por tráfico é presa em maternidade de Porto Velho (Foto: Instagram)
Uma mulher grávida, foragida por tráfico interestadual de drogas, foi presa nesta segunda-feira (27) após buscar atendimento na Maternidade Municipal de Porto Velho, em Rondônia. Identificada como Kauany Batista dos Santos, ela estava com mandado de prisão em aberto quando passou pelo cadastro da unidade de saúde.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
De acordo com a Polícia Civil de Rondônia, o sistema automatizado sinalizou imediatamente o mandado pendente contra Kauany. No momento da conferência de seus documentos, os agentes foram acionados e confirmaram a situação. A mulher permanece sob custódia enquanto aguarda as próximas etapas processuais.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Após os primeiros exames médicos, Kauany apresentou complicações em sua gestação, considerada de risco pela equipe obstétrica. Devido a essas condições, ela foi transferida para o Hospital de Base de Porto Velho sob escolta policial. Uma ambulância do SAMU realizou o transporte, acompanhada por viaturas em todo o percurso, garantindo segurança tanto para a paciente quanto para o efetivo envolvido.
A prisão integra a Operação Desmame, deflagrada pelo Departamento de Narcóticos (Denarc) desde a última quinta-feira (23). O foco da ação é desmantelar uma quadrilha responsável pela movimentação de mais de 1,5 tonelada de entorpecentes vindos da fronteira com a Bolívia. Até o momento, 81 medidas cautelares foram cumpridas, sendo 24 prisões preventivas e 57 mandados de busca e apreensão em Rondônia, Goiás e no Distrito Federal.
As apurações, iniciadas em abril de 2025, revelaram o uso de caminhões com compartimentos ocultos, conhecidos como “mocós”, além de comunicação por meio de linhas telefônicas estrangeiras para dificultar o rastreamento das autoridades. Os investigadores também identificaram a atuação de “laranjas” na lavagem de dinheiro. Em um dos casos, um dos suspeitos movimentou cerca de R$ 500 mil em apenas um ano, valor incompatível com sua renda declarada.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de ativos e o sequestro de bens ligados aos envolvidos, além de aprofundar o rastreamento patrimonial dos suspeitos. As investigações continuam em andamento, com novas diligências previstas para os próximos dias, visando desarticular completamente o esquema criminoso.








