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Flávio Bolsonaro avalia indicar irmãos para ministérios em eventual governo


Flávio Bolsonaro avalia incluir irmãos em cargos-chave no Planalto (Foto: Instagram)

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, já estuda a possibilidade de incluir membros da própria família em posições estratégicas num eventual governo federal. Segundo interlocutores que acompanham as tratativas, a proposta tem o objetivo de consolidar um núcleo de confiança no Palácio do Planalto e antecipar a definição de responsabilidades. Entre as opções em análise, estão os irmãos de Flávio, cujo perfil é considerado alinhado aos critérios de proximidade e experiência política acumulada ao longo dos anos. Essa etapa ainda é preliminar, mas vem sendo objeto de mapeamento interno e debate no núcleo duro.

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Dentro desse desenho, o principal cotado é o vereador Carlos Bolsonaro, com trânsito garantido na Câmara Municipal do Rio de Janeiro desde 2001. Ele figura como forte candidato à Secretaria de Comunicação Social (Secom) ou à Secretaria-Geral da Presidência, pastas fundamentais para as rotinas do governo e para o relacionamento com a imprensa. Com histórico de atuação em comunicação digital e redes sociais e papel informal de conselheiro político, Carlos é visto por aliados como preparado para conduzir a interface institucional e definir estratégias de mensagem do Executivo.

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Fontes ouvidas pelo jornalista Guilherme Amado indicam que eventual nomeação de Carlos Bolsonaro não dependeria de sua eleição ao Senado por Santa Catarina. Na avaliação dos interlocutores, o critério de escolha seria pautado na sintonia política e na confiança construída dentro do grupo familiar, em vez de condicioná-lo a um mandato específico. Dessa forma, o convite ocorreria independentemente do resultado das urnas, reforçando a aposta na lealdade e no conhecimento dos processos internos do Planalto.

Outra hipótese que chegou a circular envolvia o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos, para comandar o Ministério das Relações Exteriores. A possibilidade, contudo, gerou insatisfação em setores da classe política, entre empresários e membros do corpo diplomático, preocupados com a politização do Itamaraty. Em função da repercussão negativa, aliados de Flávio afirmam que a ideia foi abandonada e não deverá ser reapresentada, sinalizando um recuo no projeto de ampliação do círculo familiar no alto escalão.

A movimentação faz parte da estratégia de Flávio Bolsonaro de contar com um círculo restrito de confiança em cargos-chaves, caso avance em seu projeto presidencial. Até o momento, a definição dos nomes segue em caráter preliminar, sujeita aos desdobramentos do cenário político e às negociações para eventuais coligações. Também há expectativa de que outros quadros com afinidade ideológica e representação regional sejam considerados no desenho ministerial, conforme a campanha ganhar corpo nos próximos meses.

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