
Operação Matter: advogada Elis Ribeiro é presa em Salvador (Foto: Instagram)
Durante a manhã desta terça-feira (28), a Polícia Civil de Salvador deflagrou a Operação Matter e prendeu a advogada criminalista Elis Ribeiro, apontada como a suposta mentora intelectual do assassinato do próprio companheiro. Conforme as investigações, o crime teria sido encomendado pela profissional em janeiro de 2026, após conflitos familiares. A ação foi planejada pela Delegacia de Homicídios e cumpre mandados de prisão contra os envolvidos no caso.
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Na mesma operação, outro suspeito foi detido por supostamente acatar as ordens de Elis Ribeiro. As autoridades informam que a vítima, companheiro da advogada, foi atingida por disparos de arma de fogo em uma via pública do bairro de Macaúbas, em Salvador, no dia 13 de janeiro. Testemunhas relataram ter ouvido tiros de criminosos armados que surgiram e fugiram logo em seguida.
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Investigadores destacam que a advogada já tinha um histórico de ameaças contra o companheiro e o crime estaria relacionado a uma disputa judicial pela guarda de uma criança. De acordo com o inquérito, Elis Ribeiro teria utilizado sua influência e conhecimento jurídico para planejar os detalhes da execução, indicativo de planejamento prévio e agravante para a caracterização do homicídio qualificado.
Além do episódio ocorrido em janeiro, a Operação Matter também apura outro atentado ocorrido em 10 de abril em Salvador, quando o irmão da vítima original foi assassinado a tiros dentro de um estabelecimento comercial no bairro do Lobato. O modus operandi — execução com arma de fogo em local público — e o fato de ambas as vítimas pertencerem à mesma família fazem as autoridades suspeitarem que o segundo crime visava silenciar uma testemunha-chave do primeiro homicídio.
Até o momento, as investigações seguem em curso com análise de depoimentos, quebra de sigilos e diligências para identificar eventuais cúmplices. A defesa de Elis Ribeiro ainda não apresentou manifestação oficial sobre as acusações. A pena prevista para o homicídio qualificado pode chegar a 30 anos de reclusão, conforme o Código Penal brasileiro.








