Suspeito é denunciado por tentativa de assassinato de Donald Trump após ataque em jantar

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Suspeito Cole Tomas Allen sendo imobilizado por agentes do Serviço Secreto no Hotel Hilton, em Washington. (Foto: Instagram)

Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi formalmente acusado de tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após abrir fogo em um hotel da capital federal. As acusações foram apresentadas nesta segunda-feira (27) por autoridades do Distrito de Columbia, que apontam intenção de homicídio contra o governante americano.
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O tiroteio ocorreu no último sábado (25), no Hotel Hilton de Washington, durante um evento que reunia o presidente e jornalistas correspondentes. Testemunhas relataram pânico e tumulto quando Allen efetuou os disparos, forçando agentes de segurança a evacuar o local e conduzir Trump para um local seguro.
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Residente em Torrance, na Califórnia, Allen apresenta em seu perfil no LinkedIn formações em engenharia mecânica e ciência da computação. Segundo as informações públicas, ele também atua como desenvolvedor de jogos independente e leciona em cursos ligados à tecnologia. A viagem a Washington teria sido organizada para permitir a sua participação no jantar.

Conforme o Serviço Secreto dos EUA, agentes conseguiram interceptar Allen antes que ele adentrasse o salão principal do hotel, onde estavam lotados correspondentes estrangeiros e membros do governo. Entre as personalidades presentes, estavam Melania Trump, primeira-dama, e o vice-presidente J.D. Vance, além de assessores e colaboradores da Casa Branca.

Em sua primeira audiência no tribunal federal de Washington, o suspeito permaneceu em silêncio e se recusou a responder perguntas dos promotores e de sua defesa. A próxima audiência, marcada como custódia, está agendada para o dia 30 de abril, quando o juiz decidirá sobre medidas cautelares.

Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, classificou o atentado como a terceira grande tentativa de assassinato contra Donald Trump desde que ele assumiu a presidência. Em coletiva de imprensa, Leavitt afirmou que o episódio evidencia riscos crescentes à segurança do presidente e que medidas serão reforçadas.

Ainda segundo Leavitt, Susie Wiles, chefe de gabinete da administração, convocará uma reunião urgente com representantes do Departamento de Segurança Interna, do Serviço Secreto e da equipe de operações presidenciais. O objetivo é revisar e aprimorar protocolos de proteção, visando evitar novas ameaças.

Por fim, a porta-voz criticou o ambiente de polarização política nos Estados Unidos, afirmando que discursos inflamados e extremistas têm encorajado atos violentos contra autoridades eleitas. Ela conclamou líderes e cidadãos a promover o diálogo e a cooperação para manter a estabilidade democrática no país.