
Família de Buzeira pede corrente de orações à meia-noite após sete meses de prisão preventiva (Foto: Instagram)
Neste domingo (26), a família do influenciador Bruno Alexander Souza Silva, o Buzeira, publicou nas redes sociais uma carta aberta solicitando apoio ao criador digital. No texto, os parentes explicam que Buzeira, detido há cerca de sete meses, pediu um gesto especial de aniversário para amenizar o desgaste emocional causado pela longa prisão sem condenação.
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No documento, os familiares pedem que amigos e seguidores façam uma corrente de oração à meia-noite, conforme desejo expresso pelo próprio influenciador. Segundo eles, o suporte espiritual ajudaria a “fazer justiça” e “quebrar barreiras”, conforme trechos da carta.
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Os remetentes do comunicado questionam a legalidade da prisão preventiva de Buzeira, alegando falta de provas concretas. Eles afirmam que as autoridades investigam o influenciador por supostas movimentações financeiras e uma eventual relação com um crime de 2022, hipótese que, segundo a família, já teria sido descartada pelos responsáveis pelo caso.
A carta aponta ainda possíveis irregularidades no processo, como a ausência de audiência de custódia, falta de individualização das acusações, excesso de prazo na prisão preventiva e não apresentação de denúncia formal. Os parentes lembram que Buzeira é réu primário, sem antecedentes criminais, e que já forneceu declarações patrimoniais e relatórios financeiros às autoridades.
O influenciador foi preso pela Polícia Federal em outubro de 2025, em sua residência de luxo em Igaratá (SP), na “Operação Narcobet”. As investigações apontam suspeita de lavagem de dinheiro para o tráfico internacional de drogas, com movimentação de milhões de reais por meio de apostas online (“bets”) e criptomoedas. Buzeira mantinha proximidade com o casal de influenciadores Chrys Dias e com MC Ryan SP, também detidos na ação.
A Operação Narcofluxo prendeu ainda os MCs Ryan SP e Poze do Rodo, o casal Chrys Dias e Débora Paixão, além de Raphael Sousa Oliveira, dono da página “Choquei”. Segundo a PF, o grupo formava uma rede criminosa para ocultação de valores no Brasil e no exterior, incluindo operações em espécie e transações em criptoativos que ultrapassaram R$ 1,6 bilhão. Veículos, dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos para aprofundar as investigações, e os envolvidos podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
