Ex-PCC expõe detalhes de esquema envolvendo influenciadores

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Viatura da Polícia Federal pronta para ações de investigação (Foto: Instagram)

O influenciador Frank, que afirma ter sido membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), revelou em entrevista ao Bacci Notícias suspeitas sobre o suposto roubo na residência do MC Poze do Rodo. Segundo ele, o evento poderia ter sido forjado como estratégia para proteger bens de apreensões judiciais e evitar confisco antecipado.
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De acordo com Frank, facções criminosas costumam receber informações sobre operações policiais com antecedência, permitindo que membros ocultem patrimônios antes das investidas da polícia. Ele afirma ter obtido esses dados diretamente de integrantes do Comando Vermelho e sugere que o alerta interno teria motivado a encenação do furto na casa do funkeiro.
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Frank também detalhou como o PCC estruturou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo influenciadores. Ele cita o exemplo do MC Hariel, cujo primeiro empresário seria ligado à facção. “Quando o PCC identifica potencial em um artista, faz uma proposta financeira atraente para que ele participe do esquema de limpeza de recursos”, afirmou, acrescentando que o mesmo modelo foi oferecido a MC Brisola e a outros criadores de conteúdo.

Outra vertente do plano criminoso, segundo Frank, remonta ao antigo setor de rifas do PCC, chamado “RF”, que vendia bilhetes apenas para integrantes. Com o crescimento das redes sociais, a facção adaptou a prática: “A internet virou uma mina de ouro. As visualizações de vídeos e o engajamento geram receita límpida que disfarça a origem dos recursos”, explicou. Ele mencionou ainda nomes como Buzeira e Rodrigo Morgado como administradores dessas operações virtuais.

O ex-membro do PCC, agora em busca de proteção, disse que vive em outro país por motivos de segurança. Ele relatou tentativas de intimidação, incluindo invasão de domicílio e perseguições na Argentina, especialmente em La Plata. “O risco de vida é grande. Corro perigo em qualquer lugar, pois o PCC atua em todas as unidades federativas e no exterior”, alertou.

Frank ressaltou que o PCC mantém atuação em 26 estados brasileiros, no Distrito Federal e em diversos países da América Latina. Ele acredita que, à medida que investigações da Polícia Federal avançarem, o volume de evidências sobre esses esquemas de lavagem e aliciamento de influenciadores se tornará público, reforçando a necessidade de vigilância constante contra a infiltração do crime organizado no meio digital.