Atirador tinha Trump como alvo, diz procurador-geral interino

Posted by


Tentativa de ataque a Trump é frustrada em evento em Washington (Foto: Instagram)

As autoridades dos Estados Unidos informaram que o ataque a tiros ocorrido na noite de quarta-feira em Washington tinha como possível alvo o presidente Donald Trump e integrantes do governo federal. A informação foi confirmada pelo procurador-geral interino, que apontou indícios claros de que o atirador pretendia atingir pessoas ligadas à administração. Investigações preliminares feitas no local, incluindo análise de vestígios balísticos e testemunhos, reforçam a tese de atentado dirigido contra autoridades de alto escalão, elevando a gravidade do incidente no cenário político norte-americano.

++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático

O suspeito foi identificado pela polícia como Cole Thomas Allen, de 29 anos. Segundo relatos das agências de segurança, ele foi detido depois de abrir fogo contra um agente do Serviço Secreto que fazia o controle de acesso ao hotel Washington Hilton, onde acontecia o tradicional jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. A Secretaria de Justiça informou que Allen deverá ser formalmente acusado por agressão armada e tentativa de homicídio qualificado por crime contra agente federal, com previsão de pena elevada.

++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein

O tiroteio aconteceu em uma área de segurança restrita, que funcionava como ponto de triagem para convidados e autoridades com credenciais especiais. No momento do ataque, o presidente Donald Trump e a primeira-dama Melania Trump, além de membros do gabinete e outros funcionários públicos, já estavam no salão principal do evento. Assim que os disparos começaram, as equipes de proteção executaram o protocolo de evacuação de emergência, retirando rapidamente o casal presidencial e demais presentes de forma segura.

O agente atingido foi prontamente socorrido e a unidade médica do próprio Serviço Secreto prestou atendimento no local, liberando-o em seguida após constatar ferimentos leves. Durante a reação, o suspeito, que estava armado com uma espingarda calibre 12, uma pistola semi-automática e várias facas, acabou rendido por agentes do FBI e do próprio serviço de segurança do evento. Até o momento, as autoridades não encontraram evidências de que ele tenha agido em conjunto com outras pessoas.

Nas declarações seguintes ao ataque, o presidente Trump classificou o autor como “claramente perturbado” e afirmou que agentes da Justiça localizaram um suposto manifesto com teor anticristão na posse de Allen. O documento está sob análise de psicólogos forenses e especialistas em segurança nacional, que tentam estabelecer se as motivações residem em extremismo religioso, ódio ideológico ou transtornos de cunho pessoal. O conteúdo exato do texto ainda não foi divulgado oficialmente.

O incidente ocorre em um momento de intensa polarização política nos Estados Unidos, com debates acalorados sobre armas de fogo e segurança em eventos públicos. Desde o início de 2024, Donald Trump já sofrera outras tentativas de ataque, incluindo um atentado frustrado durante um comício na Pensilvânia. Após o caso em Washington, autoridades federais e locais sinalizaram a necessidade de reforçar protocolos de proteção, além de avaliar a construção de estruturas mais seguras dentro da Casa Branca para cerimônias de grande porte.

Líderes do Congresso dos EUA, de ambos os partidos, condenaram o ataque e expressaram solidariedade ao Serviço Secreto e às famílias envolvidas. A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, divulgou nota afirmando que ataques a representantes da ordem pública são uma afronta à democracia. No Senado, republicanos e democratas reiteraram o compromisso com a investigação completa do caso e enfatizaram a necessidade de reforçar medidas preventivas em futuras cerimônias oficiais.