
Destroços de ônibus após atentado com explosivo na rodovia Pan-Americana, em Cajibío (Cauca), Colômbia. (Foto: Instagram)
Um atentado com explosivos deixou ao menos sete mortos e cerca de 20 feridos no sábado (25) no município de Cajibío, no departamento de Cauca, no sudoeste da Colômbia. O ataque ocorreu em trecho movimentado da rodovia Pan-Americana, que corta o país de norte a sul e é vital para o transporte local e de cargas. Equipes de resgate foram acionadas imediatamente para prestar socorro às vítimas, algumas com ferimentos graves e encaminhadas a hospitais da região. Segundo a Cruz Vermelha local e autoridades de saúde, o quadro de quatro dos feridos é considerado crítico, enquanto o restante recebeu atendimento em postos de saúde próximos.
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De acordo com a imprensa local, a explosão foi provocada por um artefato improvisado do tipo “pipeta”, um cilindro adaptado com explosivos que, ao detonar, causou impacto violento no coletivo, arrancando janelas e deformando a lataria. O ônibus transportava trabalhadores que retornavam para suas casas ao fim da manhã. Moradores relatam que o barulho da explosão pôde ser ouvido a quilômetros de distância, gerando pânico e correria nas imediações do local.
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Além do ônibus, outros veículos que passavam pela rodovia foram afetados pelos estilhaços e pela onda de choque. Autoridades locais classificaram o episódio como atentado terrorista e iniciaram imediatamente diligências para apurar a autoria do crime. A polícia e o Exército da Colômbia reforçaram a segurança na região enquanto procuravam vestígios do responsável ou de possíveis cúmplices. Cães farejadores e equipes de engenharia militar auxiliaram na perícia do artefato para identificar sua origem.
O atentado acontece em meio a uma escalada recente de violência na Colômbia, especialmente em áreas onde atuam grupos armados ilegais ligados ao narcotráfico e a dissidências de antigas guerrilhas das FARC. Desde o início do ano, a região de Cauca tem sido alvo de confrontos frequentes e de ataques contra infraestruturas rodoviárias, escolas e postos de saúde. Organizações de direitos humanos têm alertado para o aumento do número de vítimas civis em decorrência da disputa pelo controle territorial.
As investigações são conduzidas pela Polícia Nacional e pela Direção de Investigação Criminal (DIJIN), que analisam imagens de câmeras de segurança e coletam depoimentos de testemunhas. Até o momento, não há acusados, mas as autoridades não descartam a participação de grupos insurgentes locais ou de células do narcotráfico. O governo regional declarou estado de emergência na área atingida e mobilizou recursos para dar assistência às famílias das vítimas e reforçar o patrulhamento ao longo da rodovia Pan-Americana.
