
O homem apontado como autor da morte da modelo e ex-candidata ao Miss Cosmo Bahia, Ana Luiza Mateus, 29 anos, foi preso no Rio de Janeiro na tarde de quarta-feira (22) e, segundo a polícia, cometeu suicídio na unidade prisional poucas horas depois. A investigação busca entender as circunstâncias da queda da vítima do 13º andar de um edifício na Barra da Tijuca e esclarecer se houve participação de terceiros ou se foi um ato isolado.
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Identificado como Endreo Lincoln Ferreira da Cunha, natural de Mato Grosso do Sul, o suspeito já acumulava uma extensa ficha criminal antes do crime. Segundo a Polícia Civil, ele confessou aos investigadores que se considerava “culpado” pela morte de Ana Luiza, mas não detalhou a dinâmica do episódio. O delegado Renato Martins afirma que Endreo dirigiu ofensas à vítima e apresentava comportamento marcado por violência psicológica e moral.
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De acordo com os registros policiais, Endreo respondia a mais de 20 processos ao longo da vida. Em 2011, ele foi condenado a três anos de prisão em regime aberto por atropelar um policial civil durante uma fuga de uma festa, episódio em que também foi baleado pelo agente. O histórico ainda aponta que, em 2019, Endreo acabou alvejado pelo próprio pai em meio a um desentendimento familiar envolvendo uma dívida milionária.
O relacionamento entre Endreo e Ana Luiza durou cerca de três meses e foi encerrado por iniciativa da modelo. Testemunhas ouvidas pela investigação relataram que o suspeito não aceitava o fim da união, fato que gerava brigas frequentes. Na madrugada do crime, moradores do condomínio afirmaram ter ouvido discussões intensas no apartamento antes de ouvirem o estrondo da queda.
Ao amanhecer, por volta das 5h30, funcionários encontraram a ex-miss sem vida na área externa do edifício. Câmeras de segurança captaram o momento em que o suspeito deixou o local pouco antes e retornou ao apartamento em seguida. A Polícia Civil analisa imagens, depoimentos e vestígios periciais para reconstruir o que ocorreu entre a briga e a queda do 13º andar.
A PC mantém a investigação aberta para confirmar se Endreo teve participação direta na morte de Ana Luiza ou se houve empurrão, acidente ou outra circunstância. Da mesma forma, a morte do suspeito na prisão será apurada para verificar se houve falha na segurança ou risco a detentos. A apuração inclui laudos necroscópicos e oitivas de agentes penitenciários.
