
Réu alega ‘apagão’ no tribunal após confessar ataque a facadas contra Alana (Foto: Instagram)
Trechos do julgamento de Luiz Felipe Sampaio viralizaram após o réu declarar não se lembrar de quando esfaqueou a jovem Alana Anísio Rosa, de 20 anos. O ataque, no início de fevereiro, deixou a vítima com cerca de 15 facadas no rosto, dentro de sua residência em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio.
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A primeira fase do processo ocorreu em 15 de abril, no fórum de São Gonçalo. Durante o depoimento, Luiz Felipe admitiu ter pulado o muro da casa de Alana após ter seu pedido de namoro recusado. No entanto, afirmou ter sofrido um “apagão” e disse não recordar o momento do ataque, alegando que só recuperou a consciência quando percebeu as próprias feridas e o sangue.
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Apesar do suposto apagão, o acusado acabou se contradizendo ao lembrar de detalhes posteriores ao crime, como o instante em que a mãe de Alana, Jaderluce Anísio de Oliveira, tentou afastá-lo da filha após o ataque.
Em entrevista ao Bacci Notícias, a mãe da vítima contou que Alana não mantinha qualquer proximidade com Luiz Felipe, conhecendo-o apenas da academia. Segundo Jaderluce, o jovem enviava mensagens e presentes de forma insistente e, na noite anterior ao crime, tentou se aproximar da filha, mas foi rejeitado pelo cão da família.
Conforme o relato de parentes, na madrugada de 6 de fevereiro, Luiz Felipe conseguiu invadir a residência de Alana e a esfaqueou repetidas vezes no rosto. A mãe da jovem chegou pouco depois e presenciou o agressor desferindo golpes contra a filha.
O acusado permanece detido na Cadeia Pública Juíza Patrícia Acioli, em São Gonçalo, sob acusação de tentativa de feminicídio, segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).
Alana ficou internada por quase um mês, chegou a ficar em coma induzido e recebeu suporte ventilatório até apresentar melhora. Posteriormente, deixou o Centro de Terapia Intensiva (CTI) e foi transferida para um quarto, onde continuou o tratamento até receber alta hospitalar.
Na saída do hospital, a estudante foi aplaudida por profissionais de saúde, amigos e familiares, que pediam por justiça. Ela deixou a unidade em cadeira de rodas, com curativos nos braços, rosto, ombros e mãos. Ainda de acordo com a mãe, Alana já demonstra interesse em voltar a estudar para prestar vestibular de medicina assim que possível.








