
Thawanna da Silva Salmazio (à esquerda) e o local do crime em Cidade Tiradentes após abordagem policial. (Foto: Instagram)
A policial militar Yasmin Cursino Ferreira foi retirada da função pública por determinação judicial em razão da morte de Thawanna da Silva Salmazio, de 31 anos, baleada em 3 de abril durante uma abordagem em Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo. A medida busca evitar interferências no andamento das investigações e proteger testemunhas envolvidas no caso.
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A decisão, proferida em 22 de abril, atendeu a um pedido da própria Polícia Militar com a concordância do Ministério Público de São Paulo. Além do afastamento temporário, a oficial está proibida de portar arma de fogo, manter contato com familiares e testemunhas da vítima e sair da comarca sem autorização judicial. Foi determinada também a obrigação de recolhimento domiciliar das 22h às 5h.
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De acordo com a corporação, Yasmin havia ingressado recentemente na Polícia Militar e ainda estava em estágio supervisionado quando ocorreu o disparo fatal. A instituição confirmou que, no momento da abordagem, a agente não fazia uso de câmera corporal, o que terá de ser considerado na apuração dos fatos. A defesa da policial ainda não se pronunciou oficialmente sobre as restrições ou sobre o andamento do inquérito.
O incidente ocorreu por volta das 19h na rua Edimundo Audran, em Cidade Tiradentes, quando Thawanna e o marido caminhavam pela via. Testemunhas relatam que o retrovisor de uma viatura atingiu o braço do companheiro da vítima, dando início a uma discussão que culminou no disparo. A bala atingiu o tórax de Thawanna, causando hemorragia interna aguda conforme constatado posteriormente pelo IML.
O caso está sendo investigado pela corregedoria da Polícia Militar e pelo Ministério Público, que apuram não apenas as circunstâncias do disparo, mas também possível demora no socorro prestado à vítima. Registros policiais e imagens de câmeras de segurança próximas ao local foram anexados ao inquérito, e depoimentos apresentaram versões divergentes sobre a atuação da agente.
O laudo do Instituto Médico Legal confirmou que a hemorragia interna aguda foi a causa direta do óbito de Thawanna. A investigação prossegue para definir responsabilidades criminais da policial e avaliar se houve negligência no atendimento após o disparo. A corporação afirmou que acompanhará todos os desdobramentos judiciais para elucidar o ocorrido.








