
Presidente Lula em encontro no Palácio do Planalto (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passará por dois procedimentos médicos nesta sexta-feira (24) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. As intervenções são simples e, segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência, não devem exigir afastamento de suas atividades. Lula embarcou na noite de quinta-feira (23) e permanecerá na capital paulista durante o fim de semana. Compromissos oficiais previstos para sexta foram adiados para segunda-feira (27), mas há expectativa de retorno a Brasília no domingo (26), quando poderá participar de um congresso do Partido dos Trabalhadores.
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O primeiro procedimento consiste na remoção de uma queratose no couro cabeludo, uma lesão cutânea causada pelo crescimento anormal de células que formam pequenas placas ou manchas ásperas e avermelhadas. A variante seborreica se parece com uma verruga, é benigna e costuma ser retirada por razões estéticas. Já a queratose actínica está ligada à exposição solar acumulada, é considerada pré-cancerígena e pode evoluir para quadros mais graves em alguns casos.
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De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, apenas uma pequena parcela dessas lesões progride para câncer, mas o acompanhamento regular é fundamental. A retirada da queratose é feita por meio de uma pequena cirurgia, procedimento rápido e bem tolerado, similar ao que será realizado no presidente. Em situações específicas, o tratamento também pode envolver medicamentos, laser ou técnicas de peeling.
Além da intervenção no couro cabeludo, Lula passará por uma infiltração no punho para tratar uma tendinite no polegar, que causa dor e limita atividades cotidianas. O ortopedista e traumatologista Dr. Thales Rama, formado pela PUC-SP, explicou que esse tipo de procedimento é indicado quando medidas conservadoras — como repouso relativo, uso de órteses, anti-inflamatórios e sessões de fisioterapia ou terapia ocupacional — não trazem alívio satisfatório.
Segundo Dr. Rama, a infiltração também é empregada em quadros inflamatórios mais intensos, como tenossinovites, especialmente quando a bainha do tendão está comprometida. O objetivo é proporcionar alívio rápido da dor e evitar a progressão da inflamação. O procedimento é simples, dura poucos minutos e é realizado com anestesia local, minimizando o desconforto. Em casos raros, o uso de corticosteroide pode causar leve despigmentação da pele.
Os resultados costumam surgir em até 24 a 72 horas, graças ao efeito do anestésico, enquanto o benefício anti-inflamatório pleno se desenvolve ao longo de alguns dias, com pico em até uma semana. Apesar de ser seguro, o procedimento requer indicação criteriosa e acompanhamento médico, pois pode provocar dor local transitória, pequenos hematomas, infecção ou fragilidade temporária do tendão. Recomenda-se evitar esforços no punho por 24 a 48 horas e retomar as atividades de forma progressiva, muitas vezes combinando a infiltração com fisioterapia ou terapia ocupacional para tratar a causa da tendinite e prevenir recidivas, assegurando a recuperação funcional completa.








