
Cantora Ana Castela é processada por danos morais após acusação de maus‐tratos a animal (Foto: Instagram)
Um homem ingressou com uma ação indenizatória contra a cantora Ana Castela, requerendo mais de R$ 700 mil por danos morais em razão de uma suposta acusação indevida de maus-tratos a animal. Segundo a petição, a artista o teria chamado de “criminoso” em um story no Instagram, gerando ampla repercussão e prejuízos à sua imagem e reputação perante o público. O processo foi protocolado em fevereiro e corre na Justiça de São Paulo.
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Conforme os autos, o episódio que motivou a ação refere-se a maus-tratos a um cavalo que teriam ocorrido em 2025, na cidade de Bananal, no interior paulista. O autor, identificado como Dalton de Oliveira Rodrigues Vieira, nega qualquer ligação com o caso e sustenta que atuou apenas como testemunha nos trâmites criminais, sem envolvimento direto no crime ou na divulgação dos atos de violência.
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Dalton afirma que Ana Castela expôs seu nome e imagem em um story, associando-o indevidamente à prática criminosa e chamando-o de “criminoso”. Ele ressalta que a publicação foi feita sem qualquer verificação prévia dos fatos e desencadeou uma onda de ataques virtuais, configurando, segundo sua defesa, um linchamento digital que comprometeu sua estabilidade emocional.
No inquérito criminal, as imagens que circularam mostram um cavalo com as patas mutiladas. De acordo com a sentença, o único condenado foi Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, responsabilizado em decisão de dezembro de 2025. Dalton reitera que não praticou, incentivou ou filmou agressões e que não há qualquer menção ao seu nome na decisão penal.
Na ação, ele detalha que as repercussões da acusação resultaram em demissões imediatas de dois empregos formais, comprometendo sua fonte de renda. Além disso, menciona ter sofrido abalos psicológicos severos, com episódios de ansiedade e depressão, que o levaram a buscar acompanhamento médico e terapêutico. O autor também destaca o impacto negativo em suas relações pessoais e sociais.
O autor requer indenização de R$ 700 mil por danos morais e cerca de R$ 61 mil a título de lucros cessantes, valor correspondente ao salário que deixou de receber após as demissões. Também pleiteia uma retratação pública por parte de Ana Castela. Paralelamente, tramita um processo criminal que investiga possíveis crimes de calúnia, difamação, injúria e ameaça relacionados à divulgação do episódio.
