
Haddad acusa Tarcísio de desdém pela educação pública em vídeo (Foto: Instagram)
O pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) divulgou nesta quinta-feira (23) um vídeo nas redes sociais criticando as políticas educacionais do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Na postagem, Haddad sugere que o adversário despreza o ensino público ao citar declarações em que Tarcísio afirma que o diploma universitário tem perdido relevância no mercado de trabalho. O ex-ministro da Educação relembrou programas petistas e questionou o modelo cívico-militar adotado no estado.
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No conteúdo, Haddad destacou três episódios que, segundo ele, expõem o desdém de Tarcísio pela educação. Ele lembrou erros de português cometidos por um policial militar em sala de aula, vídeos críticos a professores e falas sobre diplomas. “O que esses três casos absurdos têm em comum? […] revelam desprezo por algo que pra mim é sagrado: a educação, o conhecimento e o ensino público”, afirmou.
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Como contraponto, o pré-candidato defendeu políticas criadas durante sua gestão no Ministério da Educação, entre elas o Programa Universidade para Todos (Prouni), o Proinfância e a ampliação de universidades e institutos federais. Haddad afirmou que tais iniciativas demonstram um projeto de país que busca ampliar oportunidades para jovens de baixa renda e fortalecer o acesso ao ensino superior.
“Tudo isso não aconteceu por acaso. […] existe um projeto que acredita que, com mérito e oportunidades justas, a juventude pode sonhar mais alto”, declarou Haddad, reforçando a importância de políticas públicas voltadas à igualdade de oportunidades. Segundo ele, investir na formação de professores e na infraestrutura das escolas é essencial para garantir o desenvolvimento social e econômico.
Um dos casos citados ocorreu em uma escola estadual de Caçapava, no interior paulista, onde um policial militar atuava como monitor em um colégio cívico-militar e cometeu erros ortográficos ao escrever na lousa durante uma atividade. Na ocasião, a Secretaria de Educação afirmou que o conteúdo pedagógico é responsabilidade dos professores, enquanto monitores militares ficam encarregados apenas de atividades disciplinares e cívicas.
O modelo cívico-militar, defendido pelo governo estadual como forma de elevar a qualidade do ensino, é alvo de debate entre especialistas. Pesquisas acadêmicas não apontam consenso sobre benefícios diretos na aprendizagem. Críticos afirmam que a ênfase em disciplina pode reduzir o espaço para metodologias pedagógicas inovadoras, enquanto defensores defendem o reforço na disciplina e na segurança das escolas.
Além disso, Haddad trouxe à tona declarações de Tarcísio em evento focado em ensino técnico, em que o governador afirmou que o mercado de trabalho valoriza mais habilidades práticas do que diplomas universitários. “A competência tem cada vez mais relevância […] o mercado quer saber quais são as suas habilidades”, disse Tarcísio, ressaltando a aposta no ensino técnico como alternativa ao modelo tradicional.
O governo paulista planeja expandir o ensino técnico para alcançar 230 mil alunos até 2026. De acordo com a Secretaria de Educação, somando estudantes da rede estadual e das Etecs, o estado pode incluir cerca de 40% dos jovens do ensino médio na educação profissional. A medida busca atender à demanda por mão de obra qualificada e reforçar o vínculo entre formação e mercado.








