
Cartões e cédulas: nova fase do Desenrola promete alívio financeiro (Foto: Instagram)
O governo Lula programou para 1º de maio o lançamento de uma nova etapa do programa Desenrola, voltado à renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos pessoais não consignados. A data coincide com o Dia do Trabalhador e tem forte carga simbólica para o Palácio do Planalto, que busca criar um ambiente de alívio financeiro para as famílias mais endividadas.
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A iniciativa tem como objetivo diminuir o peso das dívidas no orçamento doméstico em um momento de indicadores econômicos mais favoráveis, mas ainda marcado pelo alto endividamento. Dados do Banco Central apontam que o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas alcançou 29,3%, o maior patamar desde o início da série histórica, evidenciando a necessidade de um programa de repactuação.
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Inicialmente, a nova fase do Desenrola vai atender pessoas com renda de até cinco salários mínimos. A prioridade será dada às dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado. A proposta prevê a troca dessas modalidades por condições com juros mensais reduzidos, que podem ficar em torno de 1,99% ao mês, tornando o parcelamento mais acessível.
O programa terá prazo inicial de adesão de três meses. As instituições financeiras participantes poderão conceder descontos proporcionais ao tempo de atraso, atingindo até 80% ou 90% do valor original nos casos mais antigos. Ainda está em discussão o período mínimo e máximo de atraso para inclusão, com propostas que variam de 90 dias a três anos.
Para viabilizar os abatimentos, o governo pretende recorrer ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), que cobre eventuais perdas dos bancos em caso de inadimplência. Estima-se que o Desenrola possa envolver até R$ 140 bilhões em dívidas renegociadas, dependendo das condições finais definidas pelo Planalto e pelo mercado financeiro.
Entre as medidas para evitar novo endividamento, estão a restrição, por determinado período, do acesso a plataformas de apostas e a possibilidade de exclusão do nome do devedor de cadastros de inadimplentes apenas após o pagamento da primeira parcela do acordo. Essas diretrizes buscam inibir comportamentos que levem ao acúmulo de novas dívidas logo após a renegociação.
O novo programa retoma a proposta inicial do Desenrola, lançada em 2023, que oferecia condições similares de repactuação de dívidas e redução de juros. Nesta edição, o governo estudou ajustes para enfrentar críticas recebidas e potencializar os resultados, ampliando o acesso dos consumidores ao crédito e contribuindo para a recuperação do orçamento familiar.








