Estudantes expulsam pré-candidatos bolsonaristas e desencadeiam confronto na UFMG

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Confronto entre estudantes e pré-candidatos bolsonaristas na UFMG (Foto: Instagram)

Na tarde de quarta-feira (22/04/2026), estudantes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, reagiram à presença dos pré-candidatos bolsonaristas Douglas Garcia e Marília Amaral e acabaram promovendo um conflito físico no pátio em frente à Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich). Testemunhas relatam que a tensão escalou rapidamente, culminando em empurrões e agressões. A UFMG confirmou o episódio e disse que a visita não havia sido comunicada à instituição.

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Douglas Garcia e Marília Amaral estavam gravando vídeos diante da Fafich, propondo um “desafio” a estudantes: comprovar que o presidente Lula seria “melhor para o Brasil” em troca de uma recompensa em dinheiro. A iniciativa, segundo os estudantes, soou como provocação e gerou protestos imediatos por parte de quem passava pelo local, com gritos e faixas contrárias aos pré-candidatos.

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Com o aumento da animosidade, o embate transformou-se em empurrões e trocas de insultos. Vídeos disseminados nas redes sociais mostram ambos os grupos disputando espaço e havendo contato físico. O Diretório Acadêmico da Fafich acusou os pré-candidatos de utilizarem gás de pimenta contra os alunos, enquanto a assessoria da dupla nega o uso da substância e afirma que Douglas e Marília foram atacados.

Marília Amaral declarou que foi cercada por um grupo maior de estudantes, sofreu ferimentos leves e classificou o ocorrido como agressão gratuita. Douglas Garcia alegou ter intercedido em defesa da colega e também relatou ter sido ferido durante o tumulto. A equipe dos pré-candidatos afirmou ainda que parte dos equipamentos de filmagem teria sido levada pelos manifestantes e informou que tomará medidas jurídicas cabíveis.

Seguranças da própria UFMG intervieram no confronto e orientaram que os pré-candidatos deixassem o campus imediatamente. Segundo os envolvidos, não houve aviso prévio sobre a visita política. A universidade confirmou não ter recebido solicitação formal e lamentou o incidente, ressaltando que os espaços acadêmicos são destinados ao debate de ideias.

Em nota oficial, a UFMG reforçou que seus ambientes são abertos à livre manifestação, mas destacou que atividades que envolvam “mobilização organizada ou potencial de conflito” precisam seguir procedimentos institucionais específicos, sob risco de prejudicar a convivência acadêmica e a segurança de todos.