
Ana Luiza Mateus será velada em Teixeira de Freitas após morte trágica no Rio (Foto: Instagram)
O Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro (IML) liberou o corpo de Ana Luiza Mateus, de 29 anos, modelo e influenciadora que concorreu ao Miss Cosmo Bahia. A jovem morreu na madrugada de quarta-feira (22) ao cair do 13º andar de um edifício na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, enquanto discutia com o namorado, Endreo Lincoln Ferreira, preso sob suspeita de feminicídio.
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Na quinta-feira (23), o IML concluiu a liberação e autorizou o traslado do corpo para Teixeira de Freitas, cidade natal de Ana Luiza, no sul da Bahia. Familiares aguardam a chegada da aeronave que levará a modelo para a região, onde o velório e o sepultamento estão previstos para a sexta-feira. Até o momento, não há pronunciamento oficial por parte dos parentes.
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A cerimônia de despedida será realizada em Teixeira de Freitas, cidade onde Ana Luiza cresceu e construiu sua trajetória como modelo. A família optou por um velório restrito, contando apenas com amigos próximos e parentes, em respeito ao desejo de privacidade diante da comoção que o caso gerou em todo o país. A expectativa é que as homenagens reflitam o carinho que a comunidade local tinha pela jovem.
O incidente ocorreu por volta das 5h30 de quarta-feira, quando vizinhos acionaram a Polícia Militar após ouvirem uma discussão intensa no apartamento onde o casal estava hospedado havia cerca de uma semana. Funcionários do prédio e moradores encontraram Ana Luiza caída perto do hall de entrada, sem apresentar sinais vitais. O Corpo de Bombeiros confirmou o óbito ainda no local, dando início às investigações sobre as causas da queda.
Endreo Lincoln Ferreira foi detido em flagrante suspeito de feminicídio e, em depoimento à polícia, admitiu ter se desentendido com a modelo ao saber que ela pretendia encerrar o relacionamento de três meses. Ele relatou que os dois passaram toda a noite em conflito até o desfecho trágico. A prisão do homem levou à abertura de inquérito na Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro (DHC).
Horas depois da detenção, Endreo foi encontrado morto na cela da DHC, em circunstâncias que também são investigadas. Delegados analisam indícios de possível alteração na cena do crime, já que há vestígios de que o suspeito teria movimentado o corpo da vítima e tentado deixar o prédio por uma saída dos fundos. Relatos colhidos na apuração apontam para um relacionamento marcado por ciúmes exacerbados e episódios de humilhação.








