
Casal da Flórida processa clínica de fertilização por suposta troca de embriões (Foto: Instagram)
Um casal de pele branca da Flórida, Tiffany Score e Steven Mills, acionou a Justiça contra a clínica de fertilização in vitro onde conceberam a filha Shea em 2025, após perceberem que a menina não apresentava vínculo genético com nenhum dos dois. Eles estranharam o tom de pele e as feições da recém-nascida logo após o parto e decidiram investigar o caso.
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O exame de DNA detalhado confirmou que Shea possui 100% de ancestralidade sul-asiática, corroborando as suspeitas dos pais. Segundo os advogados de Tiffany e Steven, a principal hipótese é a troca de embriões durante o procedimento. A defesa informou que, a partir de registros internos da clínica, foi possível identificar um casal sul-asiático como possível origem genética da criança.
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Mesmo com a disputa judicial em andamento, o casal assegurou que manterá o convívio e os cuidados com Shea como filha. Em nota oficial divulgada pelos advogados, Tiffany Score e Steven Mills reafirmaram o compromisso afetivo com a criança e ressaltaram que buscam apenas explicações sobre como ocorreu o erro na fertilização.
Diante da repercussão do caso, a clínica envolvida anunciou o encerramento de suas operações. Em comunicado, a instituição orientou pacientes a transferirem tratamentos em curso e a realocarem seus materiais biológicos para outra rede credenciada, sem especificar prazos ou condições detalhadas para a transferência dos embriões.
O episódio levantou questionamentos sobre os protocolos de segurança em reprodução assistida nos Estados Unidos. Especialistas em medicina reprodutiva consultados pelos advogados da família apontam a necessidade de reforçar o rastreamento e a padronização de processos de identificação de embriões, evitando erros que gerem consequências psicológicas e legais semelhantes.
A ação judicial movida por Tiffany Score e Steven Mills solicita indenização por danos morais e materiais e requer esclarecimentos sobre o destino dos embriões biológicos do casal. Segundo a advogada que representa a família, outras pessoas entraram em contato após a divulgação do caso, demonstrando preocupações sobre falhas similares em clínicas de fertilização.








