
Novo cartão do Bolsa Família anuncia transição ao cadastro biométrico obrigatório (Foto: Instagram)
O governo federal divulgou que o Bolsa Família sofrerá alterações a partir de maio de 2026, visando modernizar o programa e fortalecer a identificação dos beneficiários. A principal mudança consiste na implantação gradual obrigatória de cadastro biométrico através da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), com procedimentos diversos para usuários antigos e novos. A iniciativa, parte de um conjunto de medidas para aprimorar os programas sociais, busca reduzir fraudes e garantir maior eficiência na distribuição dos recursos públicos.
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Conforme a portaria nº 2.907/2026 do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, a biometria será adotada de forma progressiva não apenas no Bolsa Família, mas também no Benefício de Prestação Continuada (BPC). A expectativa é que, ao longo dos próximos anos, todos os cadastros sejam unificados em uma única base, contemplando registros de impressões digitais e reconhecimento facial. Essa medida deve ampliar a segurança do sistema e garantir maior controle na concessão e manutenção dos benefícios sociais.
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A partir de 1º de maio de 2026, qualquer novo requerimento de benefício social exigirá o registro biométrico no sistema federal. Nesse caso, o solicitante deverá providenciar a emissão da Carteira de Identidade Nacional gratuitamente, por meio do portal oficial do governo, antes de protocolar o pedido. Sem a CIN, o processo não será aceito pelas unidades de atendimento, barrando o acesso inicial ao auxílio.
Para quem já recebe o Bolsa Família, não haverá suspensão imediata dos repasses. Foi estabelecido um cronograma de transição: beneficiários sem qualquer registro biométrico terão até janeiro de 2027 para emitir a CIN; aqueles com dados em bases como Justiça Eleitoral, CNH ou passaporte poderão utilizá-los até dezembro de 2027. A partir de janeiro de 2028, apenas a nova carteira será reconhecida para concessão, manutenção e renovação dos benefícios.
A Carteira de Identidade Nacional integra dados de impressões digitais e reconhecimento facial em uma única plataforma. Além da via física, haverá versão digital acessível por aplicativo, e o documento poderá abranger também título de eleitor e CNH. A primeira via não tem custo e pode ser solicitada online, com orientações detalhadas sobre locais de atendimento e prazos de entrega.
Para evitar a interrupção do Bolsa Família, recomenda-se que os beneficiários verifiquem imediatamente se já possuem cadastro biométrico em qualquer base oficial. Caso não tenham, devem solicitar a CIN o quanto antes, acompanhando o cronograma pelo site da Secretaria do Desenvolvimento Social e Cidadania. O cumprimento dos prazos é fundamental para manter o vínculo com o programa e continuar recebendo o auxílio sem imprevistos.
