
Vera Lúcia Santana nega envolvimento em suposto esquema de lavagem de dinheiro (Foto: Instagram)
Vera Lúcia Santana, avó de MC Ryan SP, se pronunciou após ter sido citada pela Polícia Federal nas investigações de um suposto esquema de lavagem de dinheiro. Apontada como possível intermediária em operações financeiras e societárias ligadas ao cantor, ela repudia veementemente as imputações e afirma não manter qualquer vínculo com as movimentações que estão sob apuração.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
De acordo com os autos da PF, Vera Lúcia teria sido incluída como associada em diferentes empresas para supostamente proteger patrimônio e viabilizar transferências de recursos. Em nota, ela esclarece que administra o restaurante Bololô de forma transparente e garante: “Não sou acusada de nada, não devo nada para ninguém. Lá tudo funciona direitinho, não há irregularidade.”
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Os documentos apontam ainda que a avó do funkeiro vive com Tiago de Oliveira, apontado como braço direito do artista, em um imóvel na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. Segundo investigadores, esse endereço servia como base operacional para as sociedades envolvidas no inquérito.
O relatório da PF registra que, após buscas feitas pela Polícia Civil em um dos estabelecimentos sob suspeita de ligações com o Primeiro Comando da Capital e rifas irregulares, a participação de MC Ryan SP no empreendimento foi transferida para a avó, que passou a deter a maior parte das cotas. Entre as empresas citadas estão o Bololô Eventos e Transportes.
Ainda conforme a investigação, contas bancárias em nome de Vera Lúcia teriam sido utilizadas para realizar movimentações consideradas atípicas, funcionando como canal de passagem dos valores destinados a outros integrantes do suposto esquema. A Polícia Federal avalia que essas transações integravam a estrutura de lavagem de dinheiro.
Em paralelo, o Superior Tribunal de Justiça concedeu habeas corpus a MC Ryan SP e a outros 31 investigados presos na Operação Narco Fluxo, incluindo MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira. A corte entendeu que as prisões temporárias foram prorrogadas além do prazo originalmente previsto, o que, segundo o advogado Alexander Neves Lopes, especialista em Processo Penal, configurou ilegalidade.
