
Frentista morre após explosão de pólvora em ritual religioso em Araraquara (Foto: Instagram)
Na madrugada desta segunda-feira (20), a frentista Joselia Santos Oliveira, de 26 anos, faleceu na UTI da Santa Casa de Araraquara após sofrer queimaduras em um ritual religioso na zona rural do município. De acordo com a Polícia Civil, o acidente ocorreu quando um punhado de pólvora escorregou de suas mãos, provocando uma explosão que a atingiu em cheio e causou ferimentos graves.
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Consta no Boletim de Ocorrência que o incidente aconteceu na noite da última sexta-feira (17), num terreno baldio na Rua Pedro Sanches Álcaras, em Araraquara. Após o estouro, Joselia ficou gravemente ferida, especialmente no rosto e no tórax, e recebeu os primeiros socorros no local antes de ser encaminhada a um hospital vizinho.
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Inicialmente, a jovem foi levada ao hospital de Américo Brasiliense, cidade próxima, onde recebeu atendimento emergencial. Dada a gravidade das lesões, ela foi transferida para a Unidade de Terapia Intensiva da Santa Casa de Araraquara. Lá, a frentista passou três dias sob cuidados intensivos, mas acabou não resistindo às complicações provocadas pelas queimaduras.
A mãe de Joselia relatou à polícia que a filha chegou a contar detalhes do que aconteceu antes de seu estado se agravar. Segundo o depoimento, durante a cerimônia religiosa — que emprega pólvora como parte do ritual — o material inflamável teria escorregado das mãos da vítima, gerando uma explosão seguida de um incêndio instantâneo.
A Polícia Civil de Araraquara registrou o caso como morte suspeita e abriu inquérito para apurar as circunstâncias do rito e identificar possíveis responsáveis. Os investigadores querem saber se havia outras pessoas no local que pudessem ter auxiliado Joselia ou se houve negligência no manuseio do explosivo. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo confirmou que as diligências seguem em curso.
O próximo passo da apuração inclui perícia no terreno em que o ritual ocorreu, buscando indícios de outros aceleradores de combustão. As autoridades também não descartam ouvir organizadores do evento religioso ou responsáveis pelo espaço. O laudo do Instituto Médico Legal será determinante para verificar se a morte decorreu exclusivamente das queimaduras ou se a inalação de fumaça tóxica contribuiu para o óbito.
Enquanto isso, a família de Joselia Santos Oliveira aguarda o desfecho das investigações para compreender com precisão o que provocou o acidente. A frentista foi sepultada sob clima de comoção, e seus entes queridos reivindicam respostas sobre possíveis falhas na segurança durante o rito religioso.








