
Raphael Souza Oliveira em registro prisional na unidade de Aparecida de Goiânia (Foto: Instagram)
A imagem de registro prisional de Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos e fundador do perfil Choquei, foi divulgada nas redes sociais nesta terça-feira (21). O documento, captado no momento de sua entrada no sistema penitenciário de Goiás, mostra o influenciador com o rosto fechado, cabelo raspado e vestindo a farda amarela padrão do estado, evidenciando as mudanças em sua aparência desde a prisão preventiva decretada pela Justiça.
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Raphael foi transferido na última sexta-feira (17) para o Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia (GO). A movimentação ocorreu após audiência em que o juiz manteve a prisão preventiva do empresário digital, vinculado a acusações ligadas a um suposto esquema de lavagem de dinheiro de dimensões bilionárias.
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As investigações da Polícia Federal indicam que o perfil Choquei teria sido usado para promover a chamada “lavagem de reputação” em um conglomerado financeiro liderado pelo cantor MC Ryan SP. Segundo os autos, a página servia para suavizar crises, blindar a imagem dos investigados e impulsionar plataformas de apostas ilegais, dentro de um giro total estimado em R$ 260 bilhões.
Documentos obtidos pela PF apontam que Raphael fazia parte do núcleo financeiro do grupo, atuando no fracionamento de valores – prática conhecida como smurfing fiscal – para mascarar a origem dos recursos. A influência digital da Choquei, com milhões de seguidores, estaria a serviço de uma proteção moral em troca de quantias elevadas, facilitando a circulação do dinheiro entre os investigados.
Em resposta, a defesa do dono da Choquei afirma que todas as receitas da página provêm de contratos publicitários regulares, firmados com marcas, artistas e gravadoras. Os advogados sustentam que o perfil atua nos moldes convencionais do marketing digital, respeitando obrigações tributárias e apresentando documentação contábil que comprovaria a legalidade dos valores.
Até o momento, Raphael Souza Oliveira permanece em regime de prisão preventiva, enquanto a PF aprofunda as análises de extratos bancários, mensagens trocadas e demais provas coletadas na Operação Narco Fluxo. As autoridades federais seguem investigando o envolvimento dele e de outras figuras do esquema bilionário.








