
Íris Cândida, 24, vítima de ataque com álcool em mercearia de Delfinópolis (MG) (Foto: Instagram)
Imagens de câmeras de segurança obtidas pela polícia registraram em Delfinópolis, no sul de Minas Gerais, o exato instante em que a atendente Íris Cândida, de 24 anos, é queimada viva em um ataque movido por ciúmes. O crime ocorreu na tarde de sábado (11) dentro da mercearia onde ela trabalhava, e as cenas provocaram revolta na comunidade local. A principal suspeita foi detida na segunda-feira (20).
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Nas filmagens, Marcela Alcântara Santo, de 18 anos, é vista entrando na mercearia, escolhendo um frasco de álcool e despejando o líquido sobre Íris. Em seguida, ela ateia fogo à vítima, que tenta se proteger, mas logo é envolvida pelas chamas. O caso chocou moradores, e muitos vizinhos prestaram socorro imediato, tentando apagar o fogo antes da chegada de equipes de emergência.
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Íris foi rapidamente socorrida por testemunhas que presenciaram o crime e acionaram o serviço de emergência. Encaminhada inicialmente ao hospital municipal de Delfinópolis, ela foi transferida para a ala de queimados da Santa Casa de São Sebastião do Paraíso em razão da gravidade dos ferimentos. No total, registraram-se queimaduras de 1º, 2º e 3º graus em cerca de 40% do corpo, principalmente a partir do pescoço. Apesar dos esforços médicos, a jovem não resistiu aos ferimentos.
Segundo familiares ouvidos pela Polícia Civil, Íris e Marcela não tinham qualquer vínculo anterior. Testemunhas afirmam que a acusada havia chegado recentemente à região para trabalhar na colheita de bananas. Momentos antes do ataque, a vítima teria conversado com o namorado de Marcela, supostamente motivando uma crise de ciúmes que culminou no ato extremo.
A Polícia Militar prendeu Marcela na tarde de segunda-feira (20) após diligências que levaram ao distrito de Olhos d’Água. A jovem foi encontrada escondida em uma casa abandonada na zona rural de Delfinópolis. Ela foi conduzida à delegacia local, onde prestou depoimento e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela autoridade judicial. Atualmente, Marcela permanece custodiada enquanto segue o processo criminal.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que coleta depoimentos e analisa as imagens de segurança para esclarecer todos os detalhes. Peritos realizam exames complementares para confirmar a dinâmica do ataque, e a apuração busca compreender se houve conluio ou participação de terceiros. A comunidade aguarda desdobramentos e a condenação exemplar da responsável pelo crime.








