Suspeita de matar jovem queimada viva em ataque motivado por ciúmes é presa

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Suspeita de homicídio por ciúmes é presa em Delfinópolis (MG) (Foto: Instagram)

Marcela Alcântara Santos, de 18 anos, foi detida em Delfinópolis (MG) nesta sábado (20) sob a acusação de assassinar Íris Cândida, de 24 anos, queimada viva em uma mercearia local. A prisão ocorreu no mesmo dia em que a morte da vítima foi confirmada pela equipe médica do hospital.
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De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, Marcela estava foragida desde o ataque, ocorrido em 11 de abril. Após diligências em diversos endereços vinculados à família da jovem, os agentes a encontraram escondida em uma casa abandonada na zona rural de Delfinópolis, perto do distrito de Olhos d’Água. A operação contou com apoio de equipes de investigação e batidas policiais em pontos estratégicos da região.
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O crime ocorreu dentro da pequena mercearia onde Íris trabalhava. Testemunhas relataram que a suspeita não conhecia a vítima e teria se irritado após vê-la conversando com seu namorado. Num surto de ciúmes, Marcela derramou um líquido inflamável sobre Íris e ateou fogo imediatamente, enquanto frequentadores do estabelecimento entravam em pânico.

Socorrida por vizinhos, Íris foi levada primeiro ao hospital municipal de Delfinópolis e, devido à gravidade das queimaduras, foi transferida para a ala de queimados da Santa Casa de São Sebastião do Paraíso. Ainda na ambulância, a equipe de socorro tentou conter as chamas que atingiram braços, tórax e pernas da jovem.

A vítima sofreu queimaduras de 1º, 2º e 3º graus em aproximadamente 40% do corpo, principalmente dos ombros para baixo. Apesar dos esforços médicos, Íris não resistiu aos ferimentos e teve o óbito confirmado pouco depois de dar entrada na unidade especializada.

Familiares afirmam que Marcela havia chegado recentemente à cidade para trabalhar na colheita de bananas em fazendas próximas. Segundo depoimentos, pouco antes do ataque, Íris conversava brevemente com o namorado de Marcela, o que teria desencadeado a crise de ciúmes da suspeita.

O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Minas Gerais, que deve ouvir testemunhas adicionais e solicitar exames periciais para confirmar as circunstâncias do crime. Até o momento, Marcela Alcântara Santos permanece presa e deve responder por homicídio qualificado por motivo fútil e meio cruel.