
Sara Andrade dos Reis, guarda civil municipal de São Paulo, em registro sorridente enquanto estava em serviço. (Foto: Instagram)
A mãe de Sara Andrade dos Reis, guarda civil municipal de 34 anos encontrada morta na Zona Sul de São Paulo, fez um apelo comovente por justiça durante o velório da filha, nesta segunda-feira (20). Ao lado de parentes e amigos, ela expôs a dor profunda que acometeu toda a família após a perda trágica da servidora pública. Sara, que deixa uma menina de dois anos e oito meses, foi encontrada sem vida e com sinais de violência, o que mobilizou instituições e cidadãos em busca de respostas imediatas.
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Em entrevista ao Bacci Notícias, a mãe da vítima reforçou a angústia que toma conta de quem conviveu com Sara. Ela lembrou o sorriso da filha, sua dedicação à corporação e o futuro interrompido de uma profissional elogiada pelos colegas. Segundo relatos, a servidora era reconhecida pela postura firme e pelo comprometimento com a segurança pública, mas foi vítima de um crime que ainda permanece sem explicação completa pelas autoridades locais.
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Com voz embargada, a mãe confessou estar “destruída” diante de tamanha tragédia. “Hoje é minha filha e amanhã quem será? Ela deixou minha neta de dois anos e oito meses, meu filho, minha nora e o pai dela completamente abalados”, lamentou. Em meio ao pranto, questionou as autoridades: “Até quando isso, prefeito? Até quando isso, governador? Minha filha tinha apenas 34 anos, uma vida inteira pela frente”.
Ela também exigiu celeridade na apuração dos fatos e punição rigorosa a quem infringiu a lei. “Não é fácil lidar com essa dor e a sensação de insegurança que se instala em nosso dia a dia. Peço às autoridades responsáveis que façam justiça e devolvam um pouco de paz ao nosso coração”, declarou, pressionando o governo do estado e a administração municipal a agirem com firmeza.
O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca esclarecer as circunstâncias do crime. Até o momento, não há informações sobre suspeitos presos ou motivação definida, mas os exames periciais e depoimentos de familiares e colegas foram iniciados logo após a descoberta do corpo.
Enquanto isso, amigos e colegas de Sara aguardam por respostas e acompanham cada etapa das investigações. O velório serviu não apenas para prestar a última homenagem à guarda civil, mas também para unir vozes em favor da justiça e da proteção de mulheres e servidores públicos em São Paulo.








