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Piloto que morreu em acidente aéreo já havia sido investigado por tráfico de drogas


Destroços de monomotor incendiado em canavial de Altair (MS) após queda na madrugada (Foto: Instagram)

Gabriel Bispo Gonçalves, morador de Ponta Porã, foi a vítima fatal da queda de um monomotor em Altair (MS), na madrugada de sábado, 18 de abril. A ocorrência aconteceu em uma área rural próxima a uma usina de cana-de-açúcar, deixando destroços espalhados pelo canavial. Além de apurar as circunstâncias do acidente, as autoridades também relembram que o piloto já esteve sob investigação por transporte ilegal de drogas usando aeronaves. O Cenipa também foi acionado para apurar o caso.

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De acordo com a Polícia Federal, Gabriel havia sido alvo da Operação Flight Radar, deflagrada em 2023. A apuração teve início após a apreensão de um avião no aeródromo de Fátima do Sul em dezembro de 2022. Na ocasião, o monomotor foi retido e outro piloto foi detido em flagrante. O piloto investigado estava apontado como proprietário da aeronave, embora não estivesse aos comandos no momento do cerco.

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Durante os depoimentos, o piloto preso pela Força Aérea Brasileira confessou ter decolado de Campo Grande com destino à fronteira com o Paraguai, onde carregaria cerca de 300 quilos de cocaína. Ele relatou que a droga seria levada até São Paulo em uma missão que renderia aproximadamente R$ 80 mil. Segundo o relato, a decolagem foi antecipada após receber informações sobre possível interceptação de forças policiais.

As investigações também revelaram várias irregularidades na documentação da aeronave de Gabriel. A licença de piloto estava vencida desde 2018, e o certificado de aeronavegabilidade se encontrava suspenso. Além disso, durante a abordagem pela Polícia Federal, foi apreendido um pequeno volume de maconha com o suspeito. Esses apontamentos reforçaram as suspeitas de envolvimento do homem em esquemas de tráfico de drogas.

O avião que caiu na madrugada apresentava novamente pendências na documentação. Conforme registros da Agência Nacional de Aviação Civil, o certificado de aeronavegabilidade do Cessna U206E estava suspenso desde o dia 9 de abril, impedindo sua operação. O acidente aconteceu por volta de 0h45, quando um funcionário de fazenda nas proximidades presenciou um clarão seguido de chamas, acionando o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar.

O local foi isolado para a realização da perícia, já que destroços do monomotor ficaram dispersos pelo canavial. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão vinculado à Força Aérea Brasileira, foi acionado para apurar as causas do acidente. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o que provocou a queda da aeronave, e a investigação se estende para esclarecer possíveis falhas mecânicas ou humanas.

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