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Pesquisa aponta as razões mais frequentes para o divórcio no Brasil


Assinatura de divórcio e alianças sobre a mesa (Foto: Instagram)

O número de divórcios no Brasil tem apresentado alta constante nos últimos anos, ultrapassando 420 mil processos concluídos, de acordo com dados do IBGE de 2025. Esse crescimento tem sido associado a factores que afetam a convivência conjugal, como a pressão das contas, a falta de espaço para diálogo, episódios de infidelidade e o distanciamento emocional entre os cônjuges.

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Para o psicólogo Caio Bittencourt, três elementos se destacam no fim dos casamentos: a comunicação deficiente, a instabilidade econômica e a imaturidade emocional. “Por trás desses números, há histórias de casais que não conseguem alinhar expectativas desde o início, e a ausência de maturidade para lidar com frustrações tende a agravar as tensões já existentes”, destaca o especialista. Sem o diálogo franco sobre as divergências, as discordâncias se acirram.

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Uma pesquisa divulgada no Journal of Social and Personal Relationships demonstra que muitos dos problemas que levam ao divórcio já se manifestam nos estágios iniciais da união. Segundo o estudo, os entraves mais recorrentes são a discrepância nas metas de vida, o desequilíbrio financeiro e a dificuldade em estabelecer um projeto comum, questões que tendem a se agravar sem tratamento adequado.

O aspecto financeiro desponta como o fator de maior impacto nas separações. A insuficiência de recursos e a incerteza sobre o futuro fomentam a insegurança do casal, sobretudo quando não há transparência na gestão do orçamento familiar. Essa tensão corrói a confiança, gera frustração constante e, em muitos casos, acelera o processo de dissolução da união.

Questões relacionadas à intimidade também pesam na decisão pelo divórcio. A redução na frequência ou na qualidade das relações aprofunda o afastamento afetivo, enquanto a falta de comunicação eficaz faz com que desentendimentos aparentemente pequenos se transformem em mágoas acumuladas. Sem um canal aberto para expressar insatisfações, o desgaste emocional se intensifica.

A infidelidade mantém-se como um dos principais motivos para o término dos casamentos, já que a quebra de confiança costuma ser irreversível. Além disso, a maior busca por autonomia pessoal e o surgimento de novas expectativas sobre o que constitui uma relação satisfatória têm levado muitos casais a reconsiderar a permanência na união, optando pela separação quando percebem que seus objetivos não se alinham mais.

O aumento da autonomia financeira, sobretudo entre as mulheres, e a redefinição de papéis tradicionais dentro das relações também têm impactado o crescimento das separações. Atualmente, muitos casais não aceitam permanecer em uma união que não corresponda às suas aspirações pessoais e profissionais, o que fortalece o debate sobre direitos individuais e impulsiona decisões que priorizam o bem-estar de cada parceiro.

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