
Lula durante discurso na 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, em Barcelona. (Foto: Instagram)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou a Organização das Nações Unidas de perder protagonismo diante dos conflitos no Oriente Médio durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, na manhã de sábado (18).
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Sem seguir o texto preparado, Lula ampliou o debate para a fragilização das instituições internacionais e as decisões unilaterais de governantes que ignoram organismos multilaterais. Ele definiu como central a “perda de protagonismo da ONU” e o avanço de ações isoladas que prejudicam acordos globais.
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Para embasar sua crítica, o presidente citou intervenções militares e conflitos no Iraque, Líbia, Ucrânia, Irã, Faixa de Gaza e Venezuela. Segundo Lula, essas operações unilaterais intensificam as tensões mundiais, opinião compartilhada por analistas que apontam a dificuldade da ONU em conter guerras recentes.
“Nenhum presidente de nenhum país do mundo, por maior que seja, tem o direito de ficar impondo regras a outros países. Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite Twitter de um presidente da república ameaçando o mundo, fazendo guerra”, disse o presidente.
Lula também relacionou os conflitos ao aumento do custo de vida em diversas nações. “O Trump invade o Irã e aumenta o feijão no Brasil, aumenta o milho no México, aumenta a gasolina no outro país. Ou seja, é o pobre que vai pagar a irresponsabilidade de guerras que ninguém quer”, afirmou.
Em seguida, ele defendeu que recursos sejam revertidos para investimentos sociais, em vez de gastos militares. Lula destacou problemas como a fome, o analfabetismo e a falta de acesso a serviços básicos como prioridades diante dos conflitos.
A crítica mais dura foi direcionada ao Conselho de Segurança da ONU. Lula apontou que os cinco membros permanentes, idealizados para assegurar a paz após a Segunda Guerra Mundial, “viraram os senhores da guerra” e utilizam o poder de veto de forma desequilibrada.
Por fim, o presidente propôs reformar a estrutura do órgão, incluindo mais países da África, América Latina e Ásia, limitar o veto e realizar uma convocação global, em conjunto com o presidente chileno Gabriel Boric, para discutir “a destruição do multilateralismo” e resgatar a capacidade de mediação internacional.








