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PM acusada de matar mulher em SP vê salário reajustado após reestruturação na carreira


Policial acusada de homicídio ganha reajuste salarial por nova lei em SP (Foto: Instagram)

A policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, acusada de matar a moradora Thawanna Salmázio na zona leste de São Paulo, teve o salário reajustado com a vigência de uma nova legislação. A medida, publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo nesta sexta-feira (17), altera a remuneração de servidores da corporação.

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A Lei nº 18.442, em vigor desde 2 de abril de 2026, determina que a então “aluna-soldado” seja nomeada como “soldado” e receba novo patamar salarial. O texto também estabelece diretrizes sobre inatividade e promoção para policiais militares do Estado de São Paulo, entre outras providências.

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Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de SP esclareceu que a militar não recebeu promoção. Segundo a pasta, o aumento de R$ 480 decorre da equiparação automática prevista na Lei 18.442, que extinguiu a divisão entre soldados de 1ª e 2ª classe e unificou a graduação sob o título único de “Soldado PM”.

A agente, lotada no 28º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (28º BPM/M), está afastada das funções e tem o caso apurado pela Corregedoria da PM e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.

O episódio ocorreu na madrugada de sexta-feira, dia 3. Vídeos de câmeras corporais mostram o soldado Weden Silva Soares questionando Yasmin após o disparo que matou Thawanna. Conforme versão da policial, ela atirou depois de receber um tapa no rosto durante a abordagem.

De acordo com as imagens, a viatura da PM passou pela Rua Edimundo Audran por volta das 2h58 e chegou a tocar o braço de Luciano Gonçalvez dos Santos, marido da vítima. Após parada do veículo, membros da equipe iniciaram uma discussão com o casal. Em seguida, Yasmin desceu e efetuou o disparo contra Thawanna. Outra guarnição tentou socorrer a mulher cerca de 30 minutos depois.

A Secretaria da Segurança Pública informou que todos os policiais envolvidos foram imediatamente afastados das operações e que a arma usada foi apreendida. O caso foi registrado no 49º Distrito Policial e repassado ao DHPP, enquanto o Ministério Público de São Paulo instaurou procedimento para acompanhar as investigações.

Há versões conflitantes sobre o que ocorreu. A família de Thawanna afirma que não houve abordagem formal e que a militar disparou diretamente após iniciar uma discussão. Testemunhas dizem que a vítima só reagiu depois de sofrer agressão. Já a PM sustenta, no boletim de ocorrência, que o casal apresentava sinais de embriaguez e que Thawanna teria partido para cima da soldado.

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