
Coronel Glauce Anselmo Cavalli, primeira comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo (Foto: Instagram)
O governo de São Paulo oficializou a nomeação da coronel Glauce Anselmo Cavalli como comandante-geral da Polícia Militar, um marco histórico no estado. Até então, todas as lideranças máximas da corporação haviam sido ocupadas por homens, o que torna este ato inédito. A oficial assume o posto que coordena cerca de 100 mil militares, sendo responsável por planejar operações e garantir a atuação da PM em todo o território paulista.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
A publicação do decreto ocorreu nesta quinta-feira (16) no Diário Oficial do Estado. Antes de ser escolhida para o comando-geral, Cavalli chefiava a Diretoria de Logística da PM, uma área estratégica que envolve o suporte de veículos, armamentos e equipamentos. Mestre e doutora em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, ela também é advogada e formada em Educação Física, qualificações que reforçam sua capacidade de gestão.
++ Madeleine McCann, desaparecida em 2007, aparece mencionada nos arquivos do caso Epstein
Ao longo de sua trajetória, Glauce Anselmo Cavalli ocupou funções relevantes em diferentes setores da corporação. Ela integrou o Comando de Policiamento do Interior, passou pela Diretoria de Finanças e atuou na Coordenadoria de Assuntos Jurídicos. Mais recentemente, esteve à frente do Centro de Comunicação Social, responsável pela interlocução da PM com a imprensa e a sociedade, experiência considerada fundamental para conduzir a maior tropa policial do país.
O governador Tarcísio de Freitas ressaltou a importância da escolha e elogiou o currículo de Cavalli. “É uma oficial extremamente preparada para comandar a maior tropa policial do país. Sua nomeação representa um marco histórico para a PM de São Paulo”, declarou. De acordo com o governador, a liderança feminina em patamares elevados fortalece a instituição e sinaliza avanço na inclusão de mulheres em cargos de comando.
A mudança no topo da corporação também levou à saída do coronel José Augusto Coutinho, que ocupava o posto desde abril do ano passado. Além disso, o governador promoveu alterações no alto escalão, substituindo o subcomandante e nomeando o coronel Mário Kitsuwa para a função. Essas mudanças ocorrem em meio a episódios que provocaram debates sobre condutas internas, como a morte da policial Gisele Alves Santana, atribuída a um colega de farda, e o assassinato de Thawanna da Silva Salmázio durante abordagem na zona leste de São Paulo.
