
Justiça paulista decreta interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (Foto: Instagram)
Na quarta-feira (15), a Justiça de São Paulo decretou a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, em virtude do avanço significativo de seu Alzheimer. A medida foi solicitada pelos filhos Paulo Henrique, Luciana e Beatriz, com base em laudos médicos que apontam a progressão da doença a um grau que compromete a capacidade cognitiva do paciente. A decisão formaliza a situação de incapacidade e fixa diretrizes para a administração de seus bens e decisões pessoais.
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Com o ato judicial, FHC é considerado legalmente incapaz de responder pelos próprios atos civis, passando a depender de um curador para gerenciar seu patrimônio e assinaturas. Todas as decisões financeiras, contratuais e administrativas ficam sob supervisão de quem for nomeado pela Justiça, buscando preservar seus interesses e garantir respaldo legal às ações tomadas em seu nome.
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O filho Paulo Henrique Cardoso foi designado como curador provisório pelo tribunal, assumindo oficialmente a administração dos bens do pai e a representação legal do ex-presidente. Informações do processo indicam que a família já vinha cuidando de assuntos patrimoniais de forma não formal, mas a homologação pelo Judiciário confere segurança jurídica às atuações cotidianas.
A interdição é um instrumento jurídico previsto no Código Civil brasileiro para situações em que uma pessoa, por razões de doença ou deficiência mental, não consegue mais exercer plenamente seus direitos civis. Na prática, a Justiça nomeia um curador – familiar ou profissional – para tomar decisões em nome do interditado, sempre com foco na proteção de seu bem-estar e na gestão de seu patrimônio.
Nos últimos anos, Fernando Henrique Cardoso optou por uma rotina mais reservada, reduzindo gradualmente suas aparições públicas e participações em eventos. Em 2022, ele passou por uma cirurgia no fêmur e enfrentou episódios de infecções virais. Mesmo assim, continuou publicando artigos e mantendo reflexões sobre a cena política nacional, embora com frequência diminuída.
Governante entre 1995 e 2003, FHC é reconhecido pelo Plano Real, responsável por conter a hiperinflação, e por ter sido o primeiro presidente a conquistar reeleição por voto direto, em 1998. Sua trajetória política e acadêmica o consolida como uma das figuras centrais da história recente do Brasil, com legado marcado por estabilização econômica e reformas estruturais.








