
Carla Zambelli em Roma aguardando decisão sobre extradição (Foto: Instagram)
A Corte de Apelação da Itália decidiu nesta semana acolher um novo pedido de extradição contra a ex-deputada federal Carla Zambelli, apresentado pela Justiça brasileira. O caso refere-se a acusações de perseguição armada que teriam ocorrido durante as eleições de 2022 em São Paulo, quando Zambelli perseguiu um homem portando arma de fogo em via pública. A deliberação italiana representa um avanço importante na série de medidas adotadas pelas autoridades nacionais para garantir que ela responda pelos delitos no Brasil.
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Segundo o texto da decisão, os magistrados italianos consideraram atendidos os requisitos formais e substanciais para dar prosseguimento ao pedido, citando o tratado bilateral de extradição entre Brasil e Itália e a pertinência das provas apresentadas. Essa manifestação soma-se a pareceres anteriores da mesma Corte, que em outra demanda também indicou a viabilidade de entrega de Zambelli às autoridades brasileiras. Analistas jurídicos apontam que esse entendimento reforça a cooperação internacional no combate a crimes contra a ordem pública.
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No Brasil, Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 5 anos e 3 meses de prisão, acusada de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. A sentença, proferida em processo que se estendeu por diversos recursos até seu trânsito em julgado, fundamentou-se no episódio ocorrido em outubro de 2022, quando, em plena campanha eleitoral, Zambelli perseguiu um cidadão armado, colocando em risco a segurança de transeuntes e configurando crime de perigo coletivo sob a ótica do Código Penal.
Após a condenação, a ex-parlamentar deixou o Brasil e passou a cumprir a pena em regime fechado no presídio feminino de Rebibbia, em Roma. A transferência foi autorizada após acordo entre as Justiças brasileira e italiana, permitindo que sua detenção fosse mantida até a definição do pedido de extradição. Internamente, Zambelli enfrenta rotina de revista periódica e limitações de visitas, conforme prevê o regulamento prisional italiano para estrangeiras.
A defesa de Carla Zambelli informou que ainda não foi notificada oficialmente sobre o novo parecer da Corte de Apelação e pretende apresentar recurso no prazo legal. Os advogados alegam possíveis irregularidades na tramitação, questionam a suficiência de traduções de documentos e defendem que a ex-deputada tem direito a amplo contraditório. Até o momento, não há manifestação pública direta de Zambelli, que permanece em regime de isolamento parcial na penitenciária.
O processo de extradição ainda seguirá por novas etapas na Itália, incluindo a análise de eventuais recursos pela Corte Suprema de Cassação e a posição final do Ministério da Justiça italiano. Somente após o esgotamento dessas instâncias o governo brasileiro poderá solicitar oficialmente o transporte de Carla Zambelli de volta ao Brasil. Enquanto isso, as autoridades de Roma mantêm o caso sob supervisão, respeitando os trâmites do direito internacional.








