
MC Ryan SP durante ação da PF na Operação Narco Fluxo (Foto: Instagram)
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) a Operação Narco Fluxo, cujo alvo é desarticular um suposto esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao cantor MC Ryan SP. As investigações apontam que recursos oriundos do tráfico de cocaína, apostas clandestinas e outras atividades financeiras ilícitas teriam alcançado patamares bilionários.
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O artista foi preso pela PF durante a ação coordenada pela 5ª Vara Federal de Santos. Segundo o delegado responsável, o tráfico de mais de três toneladas de cocaína foi uma das principais fontes de renda que abasteciam o suposto esquema de lavagem associado ao cantor.
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De acordo com os autos, MC Ryan SP teria criado um aparato empresarial ligado à produção musical e explorado seu alcance nas redes sociais para mascarar ganhos provenientes de apostas não autorizadas, rifas virtuais e tráfico de drogas. A investigação também destaca indícios de conexão entre a organização criminosa e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão judicial determinou o bloqueio de até R$ 2,2 bilhões em bens de 77 investigados. O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, fundamentou a medida no suposto lucro obtido com o tráfico de cocaína e nas movimentações financeiras atreladas aos suspeitos.
O inquérito revela que as apurações tiveram desdobramentos em operações anteriores, como a Narco Vela (abril de 2025) e a Narco Bet (janeiro de 2026), fortalecendo a linha de investigação sobre a estrutura de lavagem. Segundo a PF, os valores ilícitos eram reinseridos na economia formal por meio da aquisição de imóveis de luxo, carros de alto padrão, joias e outros bens de elevado valor.
Investigadores também apontam que o cantor contratou operadores de mídia para difundir conteúdos favoráveis e promover sites de apostas, buscando minimizar danos à sua imagem. Há indícios de que participações societárias tenham sido transferidas a familiares e supostos “laranjas” para dificultar o rastreamento patrimonial.
O inquérito revelou ainda a participação da fintech Golden Cat Processamento de Pagamentos, criada em 2023 em São Bernardo do Campo (SP). Segundo a PF, a empresa atuava sem autorização do Banco Central, processando grandes quantias vindas de plataformas de jogos de azar e dispersando recursos ilícitos.
O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho autorizou 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária. Entre os alvos estão os controladores da fintech: Xizhangpeng Hao, Sun Chunyang e Jiawei Lin, apontados como operadores centrais da estrutura financeira que, segundo estimativas da PF, movimentou até R$ 260 bilhões.








