
PF prende MC Poze do Rodo em ação da Operação Narcofluxo no Recreio dos Bandeirantes (Foto: Instagram)
Novas imagens mostram a abordagem da Polícia Federal ao funkeiro MC Poze do Rodo em sua residência no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã de quarta-feira (15). As cenas, divulgadas pela TV Globo, registram o momento em que o artista é conduzido por agentes ao camburão da corporação. A detenção integra a Operação Narcofluxo, deflagrada para desmantelar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e também resultou na apreensão do cantor MC Ryan SP.
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No vídeo, é possível ver Poze do Rodo entrando no veículo da PF, escoltado por diversos policiais federais. A defesa do funkeiro, por meio do advogado Fernando Henrique Cardoso, afirmou que não teve acesso antecipado aos autos do processo e que, assim que obtiver cópias dos documentos, apresentará manifestação na Justiça “para restabelecer sua liberdade e prestar os esclarecimentos”, conforme declarou o defensor.
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Segundo as investigações da PF, a Operação Narcofluxo tem como alvo uma associação criminosa responsável pela movimentação ilícita de valores no Brasil e no exterior, inclusive por meio de criptoativos. O grupo é suspeito de operar um sistema estruturado para ocultar e dissimular grandes quantias em operações financeiras.
O material colhido pela Polícia Federal indica que a organização realizava transações de alto valor, transporte clandestino de dinheiro em espécie e operações com criptomoedas. Estima-se que o volume total de recursos envolvidos no esquema supere R$ 1,6 bilhão, entre ativos tradicionais e digitais.
Cerca de 200 policiais federais cumprem 90 mandados judiciais — entre buscas e apreensões e prisões temporárias — em endereços de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Distrito Federal. A ação mobilizou equipes em diversas regiões para coletar provas e capturar suspeitos.
Nos locais vistoriados, os agentes apreenderam veículos de luxo, grandes quantias em dinheiro vivo, documentos e equipamentos eletrônicos, como notebooks e celulares, que serão analisados para aprofundar as investigações e mapear a rede de lavagem.
Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Até o momento, a Polícia Federal não detalhou o papel específico de cada alvo. O caso segue em andamento e novas fases da operação podem ser deflagradas conforme o progresso das apurações.








