
MC Poze do Rodo detido pela Polícia Federal em operação contra lavagem de dinheiro (Foto: Instagram)
O cantor MC Poze do Rodo voltou a ser detido na manhã de quarta-feira (15) durante uma ação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Na mesma operação, o artista MC Ryan SP também foi conduzido coercitivamente. As equipes da PF cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços ligados aos envolvidos, com o objetivo de desarticular o grupo suspeito de movimentar recursos ilícitos em larga escala.
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Segundo as investigações, a organização criminal teria operacionalizado mais de R$ 1,6 bilhão por meio de transferências financeiras, transporte de grandes quantias em espécie e transações com criptoativos. Os investigados podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Até o momento, as autoridades federais não revelaram o papel específico de cada um dos alvos na suposta engrenagem financeira.
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Esta não é a primeira vez que MC Poze do Rodo, cujo nome de registro é Marlon Brendon Coelho Couto, enfrenta medidas judiciais. Em maio de 2025, ele foi preso pela Polícia Civil do Rio de Janeiro em operação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Na ocasião, agentes cumpriram mandado de prisão temporária em sua residência, um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes. Ele foi acusado de fazer apologia ao crime e manter contato com membros de facções criminosas.
Naquele episódio, as autoridades apontaram que o funkeiro realizava apresentações em locais dominados pelo Comando Vermelho, e suas letras faziam referência ao tráfico de drogas e à utilização ilegal de armamentos. Para os investigadores, o conteúdo extrapolava a liberdade artística e poderia configurar crime de apologia ao crime. Além disso, apresentava indícios de que os eventos serviam para movimentar dinheiro oriundo da venda de entorpecentes.
Em novembro de 2025, Poze do Rodo foi novamente alvo da Operação Rifa Limpa, que tinha como foco sorteios ilegais anunciados pelas redes sociais. Na ação, veículos de luxo e joias em seu nome foram apreendidos, mas posteriormente foram restituídos pela Justiça, pois não se encontrou vínculo direto entre os bens e as práticas ilícitas investigadas.
Com a nova operação da Polícia Federal ainda em curso, o cantor está novamente sob pressão da Justiça, que busca desmantelar a rede financeira suspeita de lavar valores expressivos. As apurações prosseguem e novas etapas poderão ser deflagradas nos próximos dias.
