Gato Preto desconsidera denúncia do MP e realiza festa privada no Espírito Santo

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Samuel Sant’Anna, o Gato Preto, em festa privada após denúncia do MP (Foto: Instagram)

O influenciador Samuel Sant’Anna, conhecido como Gato Preto, voltou a ser alvo de críticas após participar de uma festa privada no Espírito Santo logo depois que o Ministério Público o denunciou por tentativa de homicídio. A acusação está relacionada ao grave acidente envolvendo seu Porsche, que deixou vítimas em agosto de 2025. Apesar do momento delicado e do processo em andamento, o influenciador não alterou sua agenda de compromissos e optou por manter o evento reservado apenas a convidados.

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O encontro, registrado discretamente por alguns convidados, reuniu várias mulheres em um ambiente descontraído. Em um dos vídeos que circulam nas redes, uma das presentes chega a comentar, “Gente que preto gostoso você ‘tá’ doido”. A divulgação desse material provocou reações imediatas entre internautas e críticos, que apontam a postura de Gato Preto como uma demonstração de insensibilidade diante da gravidade das acusações que enfrenta.

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Logo após o vazamento dos registros, o influenciador usou suas redes sociais para se manifestar contra a exposição. Em vídeo publicado em seu perfil, ele criticou as convidadas que gravaram a festa: “Curtiu é da hora, mas tem umas minas que não sabem curtir no off e querem filmar tudo, aí faz o povo pensar merda.” Sua declaração reforça o incômodo com quem compartilha imagens sem autorização, segundo ele.

A denúncia do Ministério Público foi apresentada em razão de um acidente ocorrido em 20 de agosto de 2025, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. Naquela ocasião, o veículo de luxo dirigido por Gato Preto se envolveu em colisão que resultou em ferimentos em terceiros. O MP entendeu que houve crime de tentativa de homicídio na condução do Porsche e formalizou a acusação contra o influenciador.

Em nota oficial, a defesa de Gato Preto afirmou solidariedade às vítimas do acidente e ressaltou que a grande repercussão midiática não pode gerar conclusões precipitadas. Os advogados destacaram o princípio da presunção de inocência e afirmaram que qualquer julgamento deve ocorrer dentro dos autos, sem influência de debates públicos ou anteprojetos nas redes sociais.

Os representantes legais ainda reforçaram que as investigações continuam sob sigilo e que todas as circunstâncias serão apuradas de forma técnica e imparcial. “A equipe confia na seriedade do Poder Judiciário e pede que se mantenha a análise completa e equilibrada dos fatos, sem interferências externas”, diz a nota distribuída pelos advogados de Gato Preto.