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Detalhes revelam como pai de santo foi morto durante ritual em Vitória da Conquista


Josiel Oliveira Bomfim, líder do terreiro Passagem de Exu (Foto: Instagram)

O líder religioso Josiel Oliveira Bomfim foi assassinado após a invasão de seu terreiro de quimbanda no bairro Cruzeiro, em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia. O crime ocorreu na noite de segunda-feira (13), quando dois homens invadiram o espaço e atacaram a vítima: um deles armado com faca e o outro com arma de fogo. Atingido no pescoço, o pai de santo não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

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Segundo a Polícia Civil da Bahia, o terreiro Passagem de Exu, fundado por Josiel há cerca de seis anos, funcionava no bairro Cruzeiro há três. Conhecido pelo acolhimento e respeito na comunidade, Josiel tinha 29 anos e, antes de liderar o espaço, atuou como pastor em outra vertente religiosa. A Delegacia Territorial de Vitória da Conquista já iniciou investigação, com análise de imagens de câmeras de segurança e oitivas de testemunhas para apurar autoria e motivação do homicídio.

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Testemunhas relatam que, após cometerem o homicídio, os criminosos também recolheram celulares e equipamentos de monitoramento do terreiro, rendendo fiéis que estavam presentes antes de fugirem. Até o momento, nenhum dos suspeitos foi localizado. A polícia investiga imagens captadas nas proximidades do local para identificar os autores do crime e estabelecer a sequência dos fatos que antecederam o ataque.

A 1ª Delegacia Territorial de Vitória da Conquista coordena as diligências e mantém em sigilo detalhes da investigação. Além da análise de vídeos, agentes colhem depoimentos de pessoas que frequentavam o terreiro. A expectativa é de que o inquérito esclareça se o assassinato teve motivação religiosa ou particular, buscando também possíveis conexões entre os suspeitos e a vítima.

Josiel deixa esposa e um filho de apenas 4 anos. Familiares e amigos lamentam a perda precoce do líder, lembrado por sua dedicação às práticas religiosas e pelo papel de apoio à comunidade local. O terreiro, apesar de recentes ameaças de intolerância, era reconhecido pelo trabalho social e pela promoção de um ambiente acolhedor aos frequentadores.

A Ordem dos Advogados do Brasil, por meio da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa da subseção de Vitória da Conquista, divulgou nota cobrando investigação rigorosa. O órgão classificou o crime como grave violação aos direitos fundamentais, especialmente à liberdade de crença e convivência religiosa. A OAB reforçou a importância de medidas que evitem novos ataques contra espaços de culto no estado.

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