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Defesa de MC Ryan SP fala pela primeira vez depois da prisão do funkeiro


Defesa de MC Ryan SP nega irregularidades após prisão em operação da PF (Foto: Instagram)

A defesa de MC Ryan SP se manifestou pela primeira vez após a prisão do cantor, realizada na manhã desta quarta-feira (15) no litoral norte de São Paulo, em meio a uma operação da Polícia Federal. Segundo os advogados, o artista foi detido sob suspeita de envolvimento em uma associação criminosa que movimentava recursos ilícitos.

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Em nota encaminhada ao programa Primeiro Impacto, do SBT, os defensores informaram que ainda não tiveram acesso aos autos do processo, que tramita sob sigilo, o que impede uma análise detalhada das acusações e a apresentação de manifestações mais abrangentes.

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Apesar dessa limitação, a equipe jurídica ressaltou plena confiança na integridade do artista. De acordo com os defensores, todas as operações financeiras atribuídas a MC Ryan SP são lícitas e contam com comprovação documental, demonstrando origem e destino claros para cada transação.

Eles também enfatizaram que as movimentações bancárias do funkeiro foram realizadas dentro dos parâmetros legais e que não há indícios de enriquecimento ilícito ou ocultação de valores em seu nome, reforçando o compromisso de cooperar integralmente assim que tiverem acesso aos documentos sigiloso.

A força-tarefa da Polícia Federal investiga uma associação criminosa especializada na transferência irregular de recursos no Brasil e no exterior, incluindo transações com criptoativos. Conforme as apurações, o grupo utilizava estruturas complexas para ocultar e dissimular valores, englobando operações de alto valor, transporte físico de dinheiro em espécie e negociações de moedas virtuais, em um montante que ultrapassa R$ 1,6 bilhão.

Cerca de 200 agentes federais cumprem 90 mandados judiciais – entre buscas e apreensões e prisões temporárias – em endereços dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal. Durante as ações, foram apreendidos veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos para subsidiar a investigação.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Polícia Federal não divulgou o papel específico de cada investigado, mantendo o processo em sigilo enquanto o inquérito segue em andamento.

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